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Professores de escola indígena participam de capacitação no Câmpus Araranguá

EXTENSÃO Data de Publicação: 05 set 2018 14:19 Data de Atualização: 06 set 2018 09:31

O projeto de extensão “Promovendo a inclusão digital numa escola multisseriada indígena” desenvolvido pelo Câmpus Araranguá em parceria com a UFSC Araranguá tem resultado em experiências para todos os envolvidos. Na última semana de agosto, seis professores da Escola Estadual de Educação Indígena Nhu Porã, situada em uma aldeia da tribo Mbya Guarani no município de Torres (RS), participaram de uma capacitação sobre o uso das tecnologias na Educação.

A plataforma Moodle, espaço gerador de atividades potenciais para o âmbito acadêmico, foi um dos assuntos apresentados na oficina, que é uma ação planejada e programada do projeto “Desenvolvimento de Estratégias Metodológicas para Integração de Tecnologias Inovadoras de Baixo Custo na Educação Básica da Rede Pública de Ensino”. Essa capacitação, que aconteceu nas dependências do IFSC, visa preparar o docente para integração das Tecnologias da Informação e Comunicação na Educação Básica.   

Assim, professores e cerca de 50 alunos da Nhu Porã são orientados por uma equipe multidisciplinar da UFSC e do IFSC, e em conjunto com docentes das disciplinas de português, guarani, história, ciências, matemática e arte e cultura indígena, decidem sobre os temas e assuntos que serão estudados, tendo sempre como prioridade as características da cultura guarani.

Será criado um ambiente virtual de aprendizagem – AVEA, onde primeiramente os professores serão capacitados e depois poderão acessar e disponibilizar materiais didáticos para os alunos. Posteriormente, com o uso de dispositivos móveis (tablets), os alunos poderão acessar os materiais disponíveis online, bem como fazer uso de ferramentas, vídeos e aplicativos educativos baixados em plataformas como o Play Store por exemplo. Ferramentas estas que vão auxiliar os professores de forma a utilizar as tecnologias como ferramenta de apoio didático-pedagógico de suas aulas. "Aqui na escola estamos esquecidos pelo governo, temos poucos recursos tecnológicos, sabemos que o índio precisa ser incluído, precisamos saber ler, escrever e usar as tecnologias para lutar por melhores condições de vida”, desabafa o cacique Francisco Moreira Alves.  

Nesse sentido, Jaqueline Steffens da Rocha, uma das coordenadoras do projeto, afirma que “é necessário que as instituições de ensino estejam atentas às demandas vindas da comunidade. Nessa parceria entre o IFSC e a UFSC, com foco na tribo indígena, temos a possibilidade de levar o conhecimento e oportunizar que uma das minorias sociais do país, ou seja, os indígenas, tenham acesso às tecnologias e a uma educação de mais qualidade. Esse é o nosso papel enquanto profissionais da educação."

Na oportunidade, os professores visitaram o Laboratório de Experimentação Remota (RexLab) da UFSC, que conta atualmente com uma rede de 12 universidades (RexNet) em 5 diferentes países. Um de seus objetivos é atender a necessidade de apropriação social da ciência e da tecnologia, popularizando conhecimentos científicos e tecnológicos e enfatizando ações e atividades que valorizem e estimulem a criatividade, a experimentação e a interdisciplinaridade. 

Mais 

Esse não é o primeiro projeto desenvolvido em parceria entre o Câmpus Araranguá e a UFSC:  “História Ilustrada: relatos da cultura e história Mbya Guarani sob a ótica indígena" objetiva preservar as histórias, mitos e tradições da comunidade indígena, comumente repassadas de geração em geração pela oralidade, com a publicação de um livro de histórias em quadrinhos sobre esse cotidiano, escrito no idioma guarani e ilustrado pelos alunos do quarto ao sétimo ano da escola indígena existente na aldeia.

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