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Projeto Protagonismo Discente busca tornar o IFSC mais acessível

EXTENSÃO Data de Publicação: 07 dez 2018 14:01 Data de Atualização: 12 dez 2018 12:28

Tornar os canais de comunicação do IFSC mais acessíveis para pessoas com deficiência visual é o objetivo do Projeto de Protagonismo Discente “Avaliação e Proposta de Acessibilidade para o Portal do IFSC”. Na quarta-feira (5), os integrantes do projeto apresentaram os resultados do trabalho de cinco meses para cerca de 20 servidores do IFSC, no auditório da Reitoria.

O projeto surgiu da necessidade da aluna líder do projeto, Vera Rejane da Roza, que é cega, de acessar os sites do IFSC. Aluna dos cursos de pós-graduação em Proeja e qualificação profissional em Espanhol, Vera orientou os colegas na realização de testes com o portal utilizando o Jaws, um software de leitura para pessoas com deficiência visual.

Além disso, o grupo também realizou pesquisa bibliográfica e questionário com alunos com baixa visão e cegos dos câmpus do IFSC. O resultado foi uma avaliação dos pontos positivos e negativos do site quanto à acessibilidade, bem como um “Manual de Boas Práticas”, que foi apresentado na quarta-feira e será distribuído a todos os servidores do IFSC responsáveis por conteúdos no site.

Também fazem parte do projeto a servidora do IFSC e aluna do curso de pós-graduação em Gestão Pública, Karoline Nazário, o aluno do curso de pós-graduação em Proeja, Hueliton Luiz de Souza, o servidor da Diretoria de Tecnologia da Informação e Comunicação, Farleir Minozzo, que atuou como voluntário, e a servidora mentora, Carla Algeri, jornalista da Diretoria de Comunicação e que atuou na implantação do Portal do IFSC.

Vera conta que sempre teve bastante dificuldade em navegar no site do IFSC, além do Moodle, a plataforma por meio da qual acessa os conteúdos do curso de pós-graduação. Porém, durante todo o curso, sentiu a disponibilidade dos professores e técnicos-administrativos do IFSC em auxiliá-la, com o material didático ou no próprio acesso às instalações dos câmpus. Segundo ela, “as mudanças e adequações sugeridas pelo projeto são viáveis e certamente vão contribuir para tornar o site mais acessível”. Também deixou um recado aos servidores, sobre a importância de facilitar o acesso e a permanência dos alunos com deficiência. “É preciso tornar as pessoas cegas mais visíveis”, destaca.

Hueliton relatou a dificuldade em contatar os estudantes com deficiência visual, pois muitos estão afastados dos cursos. Karoline, servidora e aluna do IFSC, também falou sobre a acessibilidade a partir do papel do gestor público, uma vez que o tema faz parte das diretrizes do Governo Eletrônico e da Lei de Acesso à Informação (LAI).

O projeto teve como um dos referenciais teóricos as diretrizes do Modelo de Acessibilidade do Governo Eletrônico (eMag). Os testes no site foram realizados pela própria equipe, manualmente, e com a utilização do Simulador de Acessibilidade em Sítios (Ases). Constatou-se que as diretrizes estão sendo cumpridas de forma parcial pelo IFSC, no que diz respeito ao cumprimento das normativas e responsabilidades da gestão e no atendimento ao público (alunos, servidores e comunidade externa).

Assim, segundo a equipe, este é um primeiro passo para tornar os canais de comunicação digitais do IFSC cada vez mais acessíveis para pessoas com deficiência e para todos os usuários, promovendo a inclusão de forma prática, tornando realidade as premissas do Estatuto da Pessoa com Deficiência: “É obrigatória a acessibilidade nos sítios da internet mantidos por empresas com sede ou representação comercial no País ou por órgãos de governo, para uso da pessoa com deficiência, garantindo-lhe acesso às informações disponíveis, conforme as melhores práticas e diretrizes de acessibilidade adotadas internacionalmente”.

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