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IFSC é referência no incentivo ao empreendedorismo e ações inovadoras em Santa Catarina

INOVAÇÃO Data de Publicação: 20 fev 2019 15:36 Data de Atualização: 21 fev 2019 13:12
Quando se fala em empreendedorismo, Santa Catarina é referência no Brasil. Segundo dados da Associação Brasileira de Startups (ABStartups), o estado é o segundo que mais tem startups no país, com 20% do total de empreendimentos desse estilo no Brasil, ficando atrás apenas de São Paulo com 28,5%.
 
Ainda de acordo com ABStartups, dos 11 municípios que mais possuem startups por habitante, sete (Florianópolis, Chapecó, Tubarão, Joinville, Blumenau, Balneário Camboriú e Criciúma) são catarinenses. Esses números são reflexos dos esforços de várias instituições públicas e privadas para valorizar e fomentar o empreendedorismo no estado. 
 
Dentre essas instituições, o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) possui um papel importante. Dos 21 cursos de bacharelado que a instituição possui, 18 tem matérias sobre empreendedorismo e nos cursos superiores de tecnologia, pelo menos 50% possuem disciplinas relacionadas com o tema. Dessa forma, com o empreendedorismo fazendo parte do conteúdo programático das disciplinas, os estudantes ficam preparados para pôr em prática suas ideias inovadoras quando estiverem no mercado de trabalho.

Pensando nisso, desde 2017 o IFSC possui o polo Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) que funciona no Câmpus Florianópolis, sendo uma das nove instituições federais que possui um polo como esse. Lá são desenvolvidos projetos nas áreas de sistemas de energia, internet das coisas e fontes renováveis de energia.
 
Estudantes que apresentam suas ideias inovadoras nessas áreas no polo, participando de editais, conseguem até 90% de financiamento em projetos, além de todo o suporte para o desenvolvimento do seu produto ou serviço e para a criação da sua startup. A proposição de projetos é feita por empresas e professores, credenciados no Polo de Inovação. 
 
Prática
 
Além do polo de inovação, um dos exemplos da relação do IFSC com o incentivo a criação de startups e de incentivo ao empreendedorismo é a 6S, empresa criada pelo estudantes do curso de Mecatrônica do Campus Florianópolis. A ideia de criar a 6S surgiu após o desafio ideias inovadoras do IFSC, onde os estudantes criaram uma máquina de corte e gravação e perceberam que poderiam ofertar um serviço aprimorando ela com um laser.

Atualmente a 6S conta com uma máquina de gravação portátil para madeiras e polímeros, efetuando encomendas sob demanda ou atuando em feiras e eventos. Além disso, a empresa que conta com quatro estudantes e três alunos formados em mecatrônica pelo IFSC, também realiza soluções em mecatrônica no geral.

Para o estudante e participante do projeto, Wayne Albuquerque, o incentivo ao empreendedorismo dado pelo IFSC através desses projetos é essencial na sua formação. “A 6S é onde botamos a prova nosso aprendizado e o incentivo do IFSC é extremamente importante, pois ele cria a vontade dos alunos de serem seus próprios chefes’’, disse Wayne. Ainda segundo o estudante, disciplinas como empreendedorismo, economia e administração, todas presentes no currículo do curso de mecatrônica, ajudam o estudante a se preparem para terem ações inovadoras e criarem sua própria startup, como é o caso da 6S.

Com tantos projetos relacionados ao empreendedorismo, o IFSC será reconhecido pelo Ministério da Educação com o selo de Instituição Amiga do Empreendedor (IAE). Para Rubipiara Fernandes, diretor do polo Emprapii do IFSC, isso reforça a relação da instituição com o incentivo ao empreendedorismo. “Receber o reconhecido selo IAE é muito importante pois mostra a forte relação da instituição com o empreendedorismo e ideias inovadoras. Além disso, ele futuramente irá nos ajudar a conseguir novos parceiros para desenvolver novos projetos”, disse Rubipiara.

Mas não é apenas no ensino superior que o IFSC incentiva o empreendedorismo. No Câmpus São José, o professor Ederson Torresini, através do projeto integrador, simula a criação de uma startup com os alunos da 8ª fase do Ensino Médio Técnico Integrado em Telecomunicações

O projeto integrador é realizado nesse curso há mais de cinco anos, e para Ederson ações como essa ajudam os estudantes a explorarem outras opções no mercado de trabalho. “Entendo que a experiência de simular uma empresa e o desenvolvimento de um primeiro produto pode contribuir para uma formação mais ampla de técnico, seja num entendimento mais claro do seu papel trabalhando em uma empresa ou mesmo considerando futuras ações como empreendedor (gestão, recursos etc.). Tendemos a ver o mercado como algo distante, ao invés de fazermos parte dele”, disse Ederson.

Ainda segundo o professor essas são ações de formação crítica do aluno, que visam impactar positivamente na sua forma de atuar em posições de liderança, como Centro Acadêmico, Diretório de Estudantes, Empresa Júnior, projetos em laboratório e até setores de empresa. E essas ações que permitem aos estudantes contato com ações empreendedoras têm causado impacto em quem já se formou no curso de telecomunicações e hoje em dia está até em outra área. 

É o caso de Letícia Minosso, que se formou no curso de telecomunicações em 2017 e hoje trabalha em uma startup de soluções em marketing. A estudante reconhece a importância de empreender no mercado atual e para ela, a experiência do projeto integrador foi uma ótima preparação para chegar onde está hoje. “O ambiente é quase o mesmo. Claro que uma coisa é a vida real de uma empresa querendo crescer no mercado, e outra é um projeto de como seria uma empresa almejando esse sucesso, mas a forma de trabalhar é parecida, o sentimento de pertencimento. Ter uma noção de como uma startup funciona antes de trabalhar realmente ajuda muito a entender o ritmo da empresa e se acostumar com qualquer coisa que possa acontecer de imprevistos no cotidiano”, disse Letícia.

Seja no ensino superior, médio ou em outras modalidades, o IFSC segue com várias ações para incentivar o empreendedorismo, essencial para a formação de profissionais nos dias de hoje.
 
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