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Instituição apresenta estratégias e escuta comunidades para planejar seus próximos cinco anos

INSTITUCIONAL Data de Publicação: 26 fev 2019 15:03 Data de Atualização: 06 mar 2019 16:11

Ouvir, falar, planejar, fazer parte são algumas das oportunidades oferecidas à comunidade interna e à externa de planejar a Instituição para os próximos cinco anos. O processo de elaboração do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2020-2024 ocorre em todos os câmpus através do preenchimento de um formulário on-line e também da realização de audiências públicas, com alunos e servidores, e representantes da sociedade. 

Alguns câmpus ainda não realizaram essa consulta presencial, ao contrário, por exemplo, de Chapecó que reuniu os interessados na Câmara de Vereadores, quarta-feira (20). A audiência foi conduzida pela diretora-geral do Câmpus Chapecó, Ilca Ferrari Ghiggi. “É o PDI que garante a identidade e os caminhos do IFSC pelos próximos cinco anos”, reforçou.

Entre os participantes da audiência pública estavam representantes de associações e sindicatos da sociedade civil organizada e dos estudantes. “Viemos participar para conhecer melhor o IFSC e aproximar a Instituição do bairro Seminário, onde o Instituto está instalado em Chapecó. Desta forma, juntos, temos muito a ganhar. Podemos, por exemplo, conseguir a aplicação de projetos do Instituto na comunidade e motivar nossos jovens a terminar os estudos e os afastar das drogas”, relata o presidente da Associação dos Moradores do bairro Seminário,  Luiz Dalariva.

A vereadora de Chapecó Marcilei Vignatti também participou e contribuiu sugerindo que o IFSC ocupe todos os espaços possíveis na sociedade. “O Instituto precisa se fazer presente, ser visto como um membro da cidade o máximo possível. Isso por que a educação pública e gratuita, a partir do Ensino Médio, nunca foi um direito aqui no Oeste. Precisamos reverter esta cultura que está internalizada, que é difícil de mudar. Precisamos intensificar a presença do IFSC aqui e que os cursos são gratuitos”, acredita.

Essa também é a sugestão do representante do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-SC), Ivan Baldissera. “Sou filho das universidades federais, então tenho obrigação de dar retorno, falar e divulgar o ensino público. Sou um profissional que, além das graduações, também valoriza os cursos técnicos. E a comunidade precisa conhecer mais o IFSC, por isso a importância dele se fazer presente em atividades variadas da cidade”, sugere.

As parcerias entre as instituições públicas presentes em Chapecó também têm sido uma alternativa para divulgá-las e a tudo que cada uma oferece. “Vamos repassar ao IFSC um material com ações já pensadas por nossa universidade. Também estamos de portas abertas para todas as parcerias e tudo que pudermos ensinar ao IFSC e aprender com ele”, relata Dilmar Baretta, diretor-geral da unidade Oeste da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc).

Mesmo com audiências internas do PDI voltados especialmente aos alunos, os estudantes do Ensino Médio também participaram da audiência externa. As alunas Ketheryn Fistarol, representante no Oeste da União Catarinense dos Estudantes Secundaristas, e Júlia Werlang, presidente do Grêmio Estudantil do câmpus, participaram e deram suas opiniões sobre a instituição.

Ambas estudam no Ensino Médio Técnico em Informática do Câmpus e têm orgulho ao dizer que são alunas do IFSC. “Minha vida enquanto estudante, mulher e pobre foi transformada”, afirma Ketheryn. “Nunca pensei que poderia, por exemplo, ter uma bolsa de estudos para desenvolver projetos, estando no Ensino Médio. Por isso incentivo as pessoas que encontro e peço que quem conhece o IFSC faça o mesmo: divulgue o IFSC no boca a boca. É a melhor forma de comunicação”, acredita a estudante.

Prioridades

Em Jaraguá do Sul, a audiência pública aberta à participação da comunidade foi realizada em conjunto pelos câmpus Centro e Rau. A atividade contou com a participação da representante da Associação Empresarial de Jaraguá do Sul (Acijs), Vilce Mara Moreira, que destacou a importância da aproximação entre os entes públicos e privados. “A educação é uma das nossas prioridades, então ficamos muito felizes em poder participar efetivamente do planejamento do Instituto Federal. Foi muito bom ver como o IFSC é grande e quanta coisa é feita aqui dentro, desde a qualificação dos professores até a própria internacionalização”, afirmou.

O Câmpus Tubarão foi o primeiro a reunir as comunidades interna e externa para discutir o futuro da Instituição. O encontro, em 14 de fevereiro, contou com a participação de 60 pessoas, entre estudantes, servidores e público externo. No dia 22, o Câmpus reuniu apenas os estudantes que deram suas contribuições individuais ao PDI. 

No Câmpus Criciúma, os servidores também se reuniram quarta-feira (20) para sugerir mudanças na redação do PPI, dos valores institucionais e do mapa estratégico da instituição. O Câmpus Araranguá realizou audiências com alunos e servidores nos três períodos do dia 20, e com a comunidade externa, o encontro foi no dia seguinte. “Em todas as consultas foram feitas importantes contribuições, mostrando a importância do assunto em questão”, afirma Everaldo de Oliveira, servidor responsável pela articulação das audiências no Câmpus Araranguá. 

A reunião pública do Câmpus São Carlos foi dirigida pelo chefe de Ensino, Pesquisa e Extensão do Câmpus, professor Israel Mota, que representando o diretor geral, Raimundo Castro, apresentou o PDI, bem como o porquê é feito e a importância da participação da comunidade. Após discussões sobre objetivos estratégicos, houve coleta de impressões e sugestões, para melhorar a gestão do campus, como por exemplo, mais investimento em publicidade, viabilização do transporte intermunicipal para melhoria de acesso dos estudantes da região ao Câmpus. Ao final, Mota apontou que “a audiência pública deve ser entendida não apenas como uma etapa do processo de elaboração do PDI, mas como um meio de estreitar relações com a sociedade e para melhorar os serviços prestados à comunidade", destacou. Castro na ocasião participava da reunião do Colégio de Dirigentes, na Reitoria. 

Esse processo de consulta segue até 10 de março, quando, de acordo o pró-reitor de Desenvolvimento Institucional, Andrei Zwetsch Cavalheiro, serão elaborados novos indicadores. “Fizemos até aqui e vamos ouvir a comunidade no quê e sobre o quê podemos melhorar e alterar os processos”, destaca o pró-reitor.

Mobilização e sensibilização - Entre os dias 12 e 22 de fevereiro houve as audiências internas para a mobilização e sensibilização dos estudantes do câmpus Gaspar, com a apresentação da metodologia da Consulta Pública do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI). Também foram definidos os representantes discentes de cada uma das turmas do Câmpus, bem como a mobilização dos servidores por meio de debates, discussões e sugestões sobre o Projeto Pedagógico Institucional (PPI) e o Planejamento Estratégico Institucional. 

No dia 27 aconteceu a audiência pública externa nas instalações da entidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA) com apresentação do PPI e PEI para participantes do Fórum Empresa-escola e do Desenvolvimento Econômico Local de Gaspar (DEL). A próxima audiência pública ocorre nesta quarta-feira (6), no próprio câmpus com apresentação dos resultados para docentes, TAE's, estudantes e comunidade externa. E por fim, dia 7 de março haverá reunião do Colegiado do Câmpus Gaspar para deliberação e encaminhamentos à Pró-reitoria de Desenvolvimento Institucional (Prodin). 

 Como participar

Além das audiências públicas, é possível colaborar com o processo respondendo os formulários on-line até 1º de março. Mais informações estão disponíveis no site.

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