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Palestra sobre empatia motiva alunos a discutir consequências do bullying

CÂMPUS JOINVILLE Data de Publicação: 02 abr 2017 21:00 Data de Atualização: 06 fev 2018 15:27


Colocar-se no lugar do outro. A experiência parece simples, mas tem um poder muito grande de transformação, especialmente na escola, onde a empatia é um elemento muito importante para a compreensão das diferenças. O tema foi abordado pela ativista Vanessa Bencz, que realizou duas palestras na tarde de sexta-feira (31), no Câmpus Joinville, para alunos dos cursos técnicos integrados em Eletroeletrônica e Mecânica e subsequente em Enfermagem.

Famosa entre os adolescentes pelos livros que escreve sobre bullying e empatia, Vanessa usa sua própria história de superação para promover a paz nas escolas. Até ser diagnosticada com transtorno de deficit de atenção e hiperatividade (TDAH), Vanessa sofria com humilhações constantes por causa de sua dificuldade de aprendizagem. Foi na terapia que ela aprendeu técnicas para melhorar sua atenção e o desempenho na escola. Fez faculdade de Jornalismo, trabalhou como repórter durante três anos e, desde 2012, realiza palestras em escolas de todo país. No IFSC, ela fez as palestras de números 804 e 805.

Sua trajetória e a forma natural como expõe suas experiências encantaram os alunos, como Ricardo Reinet Karnopp, de 16 anos (Mecânica IV) e Izadora Guardiano, de 15 (Eletroeletrônica III), fãs de Vanessa. "O mais legal é a história de superação dela", comenta Izadora, que havia assistido a uma palestra durante o Ensino Fundamental, quando ganhou o livro Menina Distraída, uma história em quadrinhos em que a protagonista, vítima de bullying na escola, é salva por uma super-heroína.

Coincidentemente, sua irmã mais nova, Gabriela, teve palestra com a escritora no mesmo dia, na parte da manhã, na escola em que estuda. "Quando ela chegou em casa toda entusiasmada, fomos pesquisar para ver os novos livros de Vanessa", conta Izadora, que ficou ainda mais impressionada ao chegar no IFSC e saber que teria a oportunidade de conversar de novo com a autora e compartilhar sua própria experiência. "Também passei por uma história difícil no início do ano passado, mas consegui superar", conta.

Ricardo também se identificou com a escritora. Ele conta que, no Ensino Fundamental, sofreu bullying na escola e teve que fazer terapia com uma psicóloga para conseguir superar. Agora, no Ensino Médio, ele diz que está bem mais tranquilo. "Se for pra levar em consideração tudo o que se fala, não dá. O jeito é sorrir e seguir em frente."

Além da superação das vítimas, o que Vanessa mais quer é que as escolas fiquem livres da discriminação, do desrespeito e ofensas. "Não podemos mais tolerar o intolerável", enfatiza. Para ela, a empatia é como uma rede de wi-fi, que permite que nos conectemos às outras pessoas. "Temos que aprender a tomar atitudes sempre embasadas na empatia."

Por Liane Dani | Jornalista IFSC

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