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Móveis projetados por alunos de Design de Produto são lançados em feira nacional

CÂMPUS FLORIANÓPOLIS Data de Publicação: 22 mai 2017 21:00 Data de Atualização: 06 fev 2018 15:29


Inovadores, exclusivos, funcionais, lindos e elegantes! Não faltaram elogios aos móveis projetados pelos alunos do curso superior de tecnologia em Design de Produto, do Câmpus Florianópolis, e produzidos pela indústria Máxima Móveis, de São Bento do Sul, durante o lançamento oficial da nova “coleção” da empresa, na maior feira de móveis de Santa Catarina e uma das maiores do país para o público profissional, a Móvel Brasil 2017, realizada de 16 a 19 de maio, em São Bento do Sul.

Esta é a primeira vez que desenhos feitos no curso de Design de Produto são licenciados e produzidos por uma indústria. As criações dos estudantes foram apresentadas com exclusividade para lojistas de todo país e farão parte do novo catálogo da Máxima, junto com os móveis criados por designers famosos do ramo moveleiro. São dois aparadores, um aparador/bar e duas adegas/minibares desenvolvidos por 16 alunos durante o projeto integrador (PI) do 4º módulo do curso.

“São produtos diferenciados e de muito bom gosto. Não tem nada similar no mercado”, elogia o marceneiro da Máxima, Celso Hinz. “Eles estão competindo em condições de igualdade com os profissionais do design e, em muitos casos, são até melhores”, declara o diretor da empresa, Sílvio Radoll, que ficou entusiasmado com a iniciativa e quer ampliar a parceria. “Nós queremos produzir mais. A resposta dos lojistas na feira foi muito positiva”, salienta Radoll.

Para os professores Carlos Senna e Sérgio Scolari, a parceria também foi muito produtiva e merece ter continuidade. “Esta parceria começou com a vontade que tínhamos de fazer com que os alunos se aproximassem da realidade produtiva. E deu certo”, explica professor Senna. “É a materialização de um trabalho daquilo que a gente entende que tem que ser a educação tecnológica”, completa professor Sérgio.

Eles também elogiam a empresa por respeitar o caráter pedagógico da experiência, acreditar no potencial dos alunos e participar de todas as fases do projeto, da ideia aos protótipos. Durante o processo, os alunos visitaram a indústria para entender a realidade produtiva (maquinários e materiais) e mercadológica (público e conceito da marca), fizeram pesquisa de mercado para ver o potencial de demanda e analisaram questões como ergonomia e modelagem, já que o projeto envolve cinco disciplinas diferentes.

Para completar a primeira experiência de transferência de tecnologia para a indústria, o IFSC fez o registro dos desenhos no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e firmou parceria com a Máxima, que pagará royalties referentes à venda dos produtos. Depois de comercializados, alunos e servidores envolvidos na criação receberão parte dos royalties. Outra parte será revertida para o departamento responsável pelo curso, para equipamentos e materiais, e outra ficará com a Pró-reitoria de Pesquisa e Inovação (Propi), para custeio de novas patentes e financiamento de pesquisas.

Ideias inspiradoras

Quando chegou na Móvel Brasil e viu “seu” aparador no estande da Máxima, a aluna Joyce Pimentel não conseguiu conter a emoção e chorou. “Agora não tenho mais dúvidas: vou ser designer de móveis. É isso que eu quero fazer”, declara. Ela e o colega de criação, Vitor Tavares, são só elogios à oportunidade que tiveram de poder ver a ideia concebida em sala de aula ganhar forma e fama. “Ainda nem somos designers e nosso móvel já está numa exposição nacional”, comemora Vitor.

Por Liane Dani | Jornalista IFSC

 

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