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Aluno do Câmpus Joinville tem poesia premiada em concurso literário

CÂMPUS JOINVILLE Data de Publicação: 20 jun 2017 21:00 Data de Atualização: 06 fev 2018 15:31

 

A paixão de Erik Luiz da Silva pode até não virar romance, mas rendeu poesia e premiação no Concurso Literário Carlos Adauto Vieira, realizado pela Academia Joinvilense de Letras. Com "Incompreensão", o aluno do quarto módulo do técnico integrado em Eletroeletrônica ficou em segundo lugar na categoria poesia. A premiação foi entregue no último sábado (17), na Feira do Livro de Joinville. A professora de língua portuguesa, Roberta Egert Loose, e o Câmpus Joinville também foram premiados.

"Ficar em segundo lugar foi uma grande surpresa. Pensei que, no máximo, ganharia um 'honra ao mérito' e ser classificado foi muito gratificante", conta Erik, que participou pela primeira vez de um concurso, como forma de teste. "Desde pequeno, comecei a ler muito e a ter o sonho de ser escritor. E o concurso foi pra ver se eu tinha o necessário para isso", explica.

A fase de escrita começou em 2014, na sua antiga escola, onde Erik "trocava" as tarefas de pintura e desenho por poesia. "Percebi que, para uma pessoa tímida como eu, era uma ótima forma de me expressar", analisa o aluno, que quer continuar escrevendo. "Não sei o que o futuro reserva, mas espero poder continuar nesse sonho e, talvez um dia, lançar um livro de poesias e contos."

O concurso, direcionado para estudantes do ensino fundamental e do ensino médio, teve 71 participantes, nas categorias poesia, conto e memória literária. "Encontramos textos de ótima qualidade entre os materiais enviados e estamos otimistas em relação ao futuro de nossa produção literária", destaca o presidente da Academia Joinvilense de Letras, Milton Maciel.

Agora, confira a poesia de Erik:

Incompreensão

Minha paixão tinha olhos escuros
Não tenho certeza se eram negros
Ou castanhos, mas escuros eram
Enquanto eu fixamente a olhava
Não conseguia entender seus olhos

Os meus eram castanhos
Fáceis de perceber
Mais ainda de esquecer
Oh minha querida, os seus não
Nem compreender eu poderia

Foram esses mesmos olhos incompreensíveis
Que me partiram o coração
Quase sem querer

Facilmente poderia dizer a cor de seus cabelos
Descrever sua pele
A sensação de tocá-la
Mas seus olhos?
Nunca

Malditos olhos que um dia se abriram a mim
Que um dia entregaram um sorriso
Que talvez até me amaram
Mas que nunca se revelaram

O que poderei dizer de ti, tímida criatura?
Me amas ou me despreza?
Melancólica sensação que sinto no peito
São teus olhos brilhantes, atraindo as borboletas que vivem em meu estômago afora
São teus olhos que travam essa língua

São teus olhos, que enganam
Que me deixam tonto
Essas pequenas órbitas, que junto ao seu sorriso
Iluminam meu rosto

Por Liane Dani | Jornalista IFSC
Foto: Mauro Artur Schlieck

 

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