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IFSC lança campanha para discutir temáticas de violação de Direitos Humanos

INSTITUCIONAL Data de Publicação: 16 mar 2018 10:14 Data de Atualização: 20 abr 2018 10:08
IFSC lança campanha para discutir temáticas de violação de Direitos Humanos
Fonte: pesquisas Avon/Instituto Data Popular “Violência contra a Mulher no Ambiente Universitário” e "Violência nas escolas" – dados da Prova Brasil 2015

A partir desta sexta-feira (16), o IFSC lança uma campanha em suas mídias sociais para chamar a atenção da comunidade acadêmica sobre temas de violação de Direitos Humanos: #IFSCpelosDireitosHumanos. A iniciativa é do Comitê Gestor do Pacto Nacional Universitário pela Promoção do Respeito à Diversidade e da Cultura de Paz e Direitos Humanos, constituído no ano passado e formado por servidores e alunos de diversos câmpus. Além da campanha, eventos nos câmpus também integram o plano de trabalho do comitê.

A primeira arte da campanha - publicada na página do Facebook do IFSC, no perfil do twitter e no InstaStories - traz dados alarmantes das pesquisas AVON/Instituto Data Popular “Violência contra a Mulher no Ambiente Universitário” e "Violência nas escolas" – dados da Prova Brasil 2015. Das alunas de Ensino Superior entrevistadas no Brasil, 42% afirmaram já ter sentido medo de sofrer violência e 56% já sofreram algum tipo de assédio. A proposta do comitê é divulgar, periodicamente ao longo do ano, artes chamando a atenção para diversas temáticas que envolvam a violação de Direitos Humanos.

A ideia de produzir artes para as mídias sociais surgiu como uma forma de trabalhar assuntos polêmicos usando um espaço democrático onde os alunos estão muito presentes, mas a intenção é ir além do espaço virtual e trazer o debate para todos os lugares do IFSC. “Nas primeiras atividades do comitê, percebemos que alguns assuntos são velados no dia a dia porque a comunidade não sabe exatamente como lidar. Por isso, temas como violência de gênero, xenofobia, racismo, misoginia e machismo passarão à pauta mais fortemente, tanto nas redes sociais quanto nas reuniões de gestores, salas de aula e laboratórios”, destaca o pró-reitor de Extensão e Relações Externas do IFSC e coordenador do comitê, André Dala Possa.

Os alunos que precisarem de ajuda para lidar com qualquer questão que envolva essas temáticas podem procurar a coordenadoria pedagógica no seu câmpus. Denúncias de assédio ou atos de preconceito podem ser feitas por meio da Ouvidoria do IFSC.

Eventos nos câmpus também já estão sendo realizados para trabalhar a temática de violação de Direitos Humanos no IFSC. Na semana passada, diversos câmpus fizeram palestras e ações para marcar o Dia Internacional da Mulher. A mostra "A denúncia: a arte no enfrentamento à violência", produzida por alunos do Câmpus Caçador, ocupou lugar de destaque na última semana durante a realização do Seminário Regional Pelo Fim da Violência Doméstica Contra a Mulher, realizado na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). O Câmpus São Miguel do Oeste está organizando a primeira semana da misoginia. “Queremos trazer os assuntos de violação de direitos humanos para as rodas de conversa e, a partir de dados de violências, desfazer a ideia de que isso não acontece conosco”, afirma André.

Sobre o pacto

O Pacto Nacional Universitário pela Promoção do Respeito à Diversidade e da Cultura de Paz e Direitos Humanos é um acordo de cooperação celebrado entre o Ministério da Justiça e Cidadania e o Ministério da Educação (MEC). De acordo com o documento, há a necessidade de que a inserção da Educação em Direitos Humanos na educação superior seja feita de forma transversal e interdisciplinar em todas as esferas institucionais, abrangendo o ensino, a pesquisa, a extensão, a gestão e a convivência universitária e comunitária. “O pacto nacional ratifica algumas ações que o IFSC vem adotando para conhecer, compreender e enfrentar violações de direitos fundamentais”, explica o pró-reitor.

O IFSC foi uma das primeiras instituições do estado a aderir ao Pacto Nacional Universitário pela Promoção do Respeito à Diversidade, da Cultura de Paz e dos Direitos Humanos, em junho do ano passado. Para nortear as ações do pacto no Instituto, foi elaborado coletivamente um plano de trabalho encaminhado ao Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle do Ministério da Educação (MEC) em setembro. “O comitê têm representante dos câmpus e é guiado por um plano de trabalho, que é um documento aberto e que define estratégias para educação em Direitos Humanos”, conta André.

Ao aderir ao Pacto, o IFSC se comprometeu a promover ações que contribuam para a promoção da igualdade de oportunidades e da equidade, na efetivação da democracia, do desenvolvimento e da justiça social, e na consolidação de uma cultura de paz e não violência, enfrentando os estereótipos de gênero, étnico-racial, religião, origem, idade, situação social, econômica e cultural, orientação sexual e identidade de gênero (LGBT), combatendo a discriminação e a intolerância com grupos em situação de vulnerabilidade, a exemplo de pessoas com deficiência, transtornos e altas habilidades (superdotação), pessoas idosas, população em situação de rua, povos indígenas, quilombolas, ciganos, população ribeirinha, varzanteiros, pescadores, povos e comunidades tradicionais de matrizes africanas, população em privação de liberdade, migrantes e refugiados, dentre outros, bem como promovendo o respeito à diferença e à diversidade.

Saiba mais sobre a adesão do IFSC ao pacto.

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