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Conselho de amigo: intercâmbio é pra todo mundo que gosta de ter novas experiências

ENSINO Data de Publicação: 25 mai 2018 15:14 Data de Atualização: 30 mai 2018 14:41
"Se você gosta de estudar e quer ter novas experiências, tem que se inscrever no intercâmbio." A mensagem do estudante Matheus Soppa Geremias, do curso técnico integrado em Mecânica do Câmpus Joinville, é direcionada especialmente aos estudantes que deixaram para os últimos dias a inscrição para o Programa de Intercâmbio Internacional para Estudantes do IFSC (Propicie 14) e estão em dúvida se a correria vale a pena, já que o prazo termina na próxima segunda-feira (28).
 
"Não existe este negócio de que o intercâmbio não é pra mim, porque não participo de projeto de pesquisa, porque não tenho as melhores notas e coisas assim. O programa é pra todo mundo. Se você tem vontade, tem que tentar", enfatiza Matheus, que participou do Propicie 12, no semestre passado. De 11 de setembro de 2017 a 29 de janeiro deste ano, ele teve uma das melhores experiências da sua vida. "É uma bagagem que vou ter pra sempre."
 
Ele e a colega Alessandra Medeiros, do Câmpus Araranguá, participaram do projeto de pesquisa Motricidade e Atividade Humana, da Escola de Saúde do Instituto Politécnico do Porto, em Portugal – mesmo projeto em que participam os atuais intercambistas do Câmpus Joinville, Arthur Narloch Sacchelli, de Eletroeletrônica, e Samara Retzlaff, de Mecânica. O projeto prevê a construção de uma plataforma que simula uma torção de tornozelo para avaliar os músculos e detectar a probabilidade de atletas terem lesão por entorse no futuro.
 
"É uma experiência bem diferente, porque a gente aprende a trabalhar com metodologia de desenvolvimento de produtos e tem contato com pesquisadores de várias áreas e com as empresas", explica Matheus. "A gente também treina muito o inglês, que é a língua falada no Porto Design Factory (PDF), porque tem pessoas do mundo todo, e aprende a estudar sozinho, tanto pra rever o que se aprendeu em sala de aula e vai usar na prática quanto pra aprender coisas novas, como da medicina, que a gente usou bastante no projeto", conta.
 
Sonho realizado
 
Além da oportunidade de participar de um projeto de pesquisa internacional e multidisciplinar, o Propicie também deu a Matheus a chance de realizar o sonho de viajar pela Europa e conhecer culturas diferentes e os lugares que lhe chamavam a atenção nas aulas de história. "Conheci o Coliseu romano, vi o quadro da Monalisa, que é mesmo pequeno, conferi o contraste entre o velho e o novo na arquitetura irlandesa e conheci muitas outras obras de arte", cita o estudante.
 
É que após a finalização de sua participação no projeto, Matheus, Alessandra e mais quatro intercambistas do IFSC, Davi de Simas (São José), Larissa do Nascimento Pires (Araranguá), Luana Maronesi (Chapecó) e Priscila Terezinha Dalla Costa (São Miguel do Oeste), fizeram uma viagem de 14 dias pela Europa, no estilo mochilão. Foi assim, que eles conheceram a França, Itália, Inglaterra, Irlanda e Espanha. "A única coisa triste é que não vi neve", lamenta.
 
Na lista de boas lembranças, Matheus faz questão de incluir a comida. "É muito bom conhecer os pratos típicos dos outros lugares", comenta, lembrando com saudades da "francesinha", um sanduíche típico de Porto, recheado com carne e embutidos, coberto com queijo e servido com molho picante, ovo estrelado e batata frita. "É muito bom."
 
Outros dois pontos que também chamaram a atenção do estudante em Portugal foram a estrutura do transporte público – com ônibus com ar-condicionado e internet livre e metrôs confortáveis – e o acolhimento dos moradores. "As pessoas gostam de ajudar. Fui muito bem recebido", enfatiza. "Tem que ir pra conhecer", provoca.
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