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Câmpus de institutos federais em cidades de pequena população colaboram com o desenvolvimento local

EVENTOS Data de Publicação: 22 jun 2018 19:41 Data de Atualização: 22 jun 2018 19:54

A Reunião dos Dirigentes das Instituições Federais de Educação Profissional e Tecnológica da Região Sul (Reditec Sul), realizada de 19 a 21 de junho no Câmpus Lages do IFSC, abordou os impactos dos institutos federais no desenvolvimento regional, oportunizando aos câmpus exporem seus desafios e propostas para a transformação dos locais onde estão inseridos. Um dos desafios encontrados é manter os alunos trabalhando na região, já que muitos municípios vêm diminuindo demograficamente. 

Essa é a realidade principalmente de cidades com pequena população, como Luzerna, no Meio Oeste catarinense, que tem aproximadamente 6 mil habitantes e a agricultura e a indústria metal-mecânica como principais setores de sua economia. O câmpus do Instituto Federal Catarinense (IFC) na cidade vem trabalhando para ajudar a mudar a realidade. “Os jovens estão procurando centros maiores. Para mudar essa realidade e desenvolver a região, o instituto vem trabalhando no fomento de projetos empreendedores que permanecem na região e geram trabalho”, explica o diretor-geral do câmpus Luzerna, Eduardo Butzen.

Em funcionamento desde 2010, o Câmpus Luzerna do IFC atende ao todo 800 alunos, entre os cursos de graduação em Engenharia Mecânica e em Controle e Automação, técnicos subsequentes em Mecânica e em Automação Industrial e ensino médio integrado em Automação Industrial, em Mecânica e em Segurança do Trabalho.

Uma das estratégias para manter os alunos na região é a verticalização do ensino, ou seja, permitir que ele faça toda a sua formação acadêmica, da qualificação profissional à pós-graduação, do Instituto Federal. Essa é a proposta do Câmpus Feliz do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), localizado numa cidade de aproximadamente 13 mil habitantes. Neste ano, a primeira turma de técnico integrado em Química conclui o curso. “A intenção é que os alunos continuem estudando na instituição nas graduações que temos na área e depois optem pelo mestrado”, conta o diretor-geral, Giovani Aiub.

O câmpus tem cerca de 800 alunos de todo o Vale do Caí, localizado entre a região metropolitana de Porto Alegre e a Serra Gaúcha, nos cursos técnicos integrados em Química, em Meio Ambiente e em Informática, bacharelado em Engenharia Química, licenciaturas em Letras Português e Inglês e em Química, e no curso superior de tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas e em Processos Gerenciais. Para Giovani, a Reditec Sul permite troca de experiências exitosas e regionalizar as experiências, com questões mais próximas à realidade.

A parceria com as prefeituras locais e da região também é uma das estratégias dos câmpus para melhorar o desenvolvimento na região. O Câmpus Urupema do IFSC é um deles. Em parceria com a prefeitura da cidade, oferece a oportunidade da volta aos estudos através do Programa Nacional da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos (Proeja). Ainda trabalha com projetos de fortalecimento da agroindústria e de promoção do turismo e da gastronomia. 

A produção agrícola, agropecuária e de fruticultura é a base econômica de Urupema, localizada na serra catarinense, com aproximadamente 2,5 mil habitantes e um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) abaixo da média nacional (0,699. A média do Brasil é 0,755). O câmpus recebe 360 alunos nas graduações em Viticultura e Enologia e em Alimentos e nos cursos técnicos concomitantes em Administração, em Agricultura e em Viticultura e Enologia (em São Joaquim). O diretor-geral, Marcos Roberto Dobler Stroschein, avalia a Reditec Sul como colaboradora na busca da mudança de realidade. “Trabalhando em conjunto, é possível encontrar os problemas parecidos e entender as soluções”, diz.

Outro câmpus que busca parceria com as prefeituras da região -  Capanema, Planalto, Realeza e Pérola do Oeste - é o Câmpus Capanema do IFPR que trabalha a formação continuada dos docentes. O câmpus iniciou os trabalhos em 2015 e oferece três cursos técnicos integrados em Cooperativismo, em Informática e em Agroecologia e três cursos a distância em Meio Ambiente, em Segurança do Trabalho e em Administração - ao todo, são 600 alunos.

O município de Capanema está localizado no sudoeste do Paraná, na fronteira com a Argentina, e tem aproximadamente 18 mil habitantes, com a agricultura familiar como principal fonte de renda. O evento ReditecSul foi elogiado pelo diretor-geral do Câmpus Capanema, Marcos Fernando Schmitt. “A iniciativa é sensacional. Neste evento, temos maior possibilidade de discutir problemas semelhantes. Acredito que deva ser um marco realizar sempre antes da Reditec Nacional”, finaliza.

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