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Estudantes do IFSC participam da Olimpíada Nacional de História do Brasil

CÂMPUS FLORIANÓPOLIS Data de Publicação: 18 jul 2018 14:05 Data de Atualização: 18 jul 2018 14:10

Seis equipes do Câmpus Florianópolis participaram da 10ª edição da Olimpíada Nacional de História do Brasil (ONHB). Duas avançaram até a penúltima etapa. Foi a segunda participação do câmpus na ONHB. No total, foram mais de 14,3 mil equipes inscritas em todo o país. De Santa Catarina, apenas 17 equipes chegaram até esta fase e somente duas foram classificadas para a final, que será realizada em agosto.

A ONHB é uma competição diferente das demais olimpíadas estudantis, como as de Matemática, Física ou Química. “As outras olimpíadas são sempre individuais, com tempo cronometrado, você já tem que ter um conhecimento prévio. A de História é em grupo, é on-line, tem uma semana para responder. Eles promove o debate, tem que discutir com os amigos para conseguir entender realmente, pode perguntar, pode pesquisar. Não simplesmente uma prova, é um projeto mesmo. Foi surpreendente”, conta Isabela Strapazzon, estudante do curso técnico integrado em Edificações. Mais do que a competição, um dos principais objetivos é desenvolver a capacidade de análise dos participantes para que eles não apenas decorem fatos históricos, mas 'aprendam a aprender' sobre História.

Além disso tudo, outro diferencial é que são apresentadas quatro alternativas: uma errada e três corretas. “O desafio da turma é descobrir a errada e, entre as certas, qual é a que se encaixa melhor dentro do contexto apresentado para a questão”, conta a professora Jaqueline Tondato Sentinelo, que coordenou os estudantes na competição. O professor Viegas Fernandes da Costa também colaborou na preparação.

A ideia de participar surgiu no grupo de estudos de História do câmpus, criado em 2016, com apoio do Laboratório de Imagem e Oralidade (LIO). “A olimpíada quer incentivar os alunos a aprenderem a pesquisar documentos históricos. São apresentados documentos desde a época pré-colonial até a atualidade. São 10 questões e uma tarefa mais trabalhosa, por fase. Uma das tarefas foi 'traduzir' um documento jurídico ano passado. Outra foi fazer uma apresentação sobre a reforma trabalhista proposta pelo atual governo. Podia ser contra ou a favor, mas tinha que usar argumentos baseados na pesquisa histórica”, explica Jaqueline. Para ela, um dos aprendizados é perceber que a História é viva, dinâmica e entender como é escrita a História de um país. “E é importante porque eles se percebem sujeitos da História que eles estão vivendo”.

Jaqueline está agora elaborando um projeto para oficializar um grupo de estudos específico para a preparação às Olimpíadas, como já existem no câmpus para outras competições do tipo. Seriam 40 vagas, com aulas de agosto a novembro, voltadas para estudantes dos cursos técnicos integrados, já que a ONHB é para alunos do 9º ano do Ensino Fundamental e para todos do Ensino Médio.
 

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