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Atuação de professores leva de volta etapa catarinense da Olimpíada Brasileira de Robótica para Araranguá

ENSINO Data de Publicação: 09 ago 2018 09:15 Data de Atualização: 09 ago 2018 10:04
Atuação de professores leva de volta etapa catarinense da Olimpíada Brasileira de Robótica para Araranguá
Foto ICMC/USP

Depois de cinco anos, Araranguá voltará a ser sede da etapa catarinense da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR). A tradicional competição estudantil, marcada para o dia 18 de agosto na escola Dolvina Leite de Medeiros, retorna à região em função da atuação de professores do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC). São esperadas 59 equipes e 220 estudantes de diferentes regiões do Estado.

A coordenação estadual da competição é do professor Giovani Batista de Souza, do IFSC Câmpus Criciúma. De acordo com o professor, 60 instituições de ensino catarinenses estão envolvidas na competição, tanto na modalidade prática quanto na modalidade teórica, que deve reunir cerca de 2,2 mil alunos em todo o Estado. “A participação dos estudantes em competições de robótica é importante porque eles desenvolvem o raciocínio lógico, a organização e a capacidade de solucionar problemas. Para a OBR, também é uma forma de atrair os jovens para as carreiras tecnológicas”, explica Giovani.

O IFSC estará representado na competição com equipes dos câmpus Araranguá, Criciúma, Tubarão e Joinville. Outras escolas da região, como Satc, Sesi e Colégio Maximiliano Gaidzinski, também inscreveram equipes, além de outras instituições da capital e interior do Estado. Deve participar também uma equipe de estudantes da escola Humberto Hoffmann, de Nova Veneza, formada a partir de um projeto de extensão do Câmpus Criciúma realizado em 2017. 

Câmpus Araranguá vai disputar a competição com uma equipe, a IFStorm, formada por Tulio Bardini, Luan de Souza, Misael Córdova e Derick Corneo, todos estudantes do terceiro ano do curso técnico integrado em Eletromecânica. Tulio é o único remanescente da equipe que, na competição do ano passado, ganhou o prêmio de melhor programação para o robô.

O Câmpus Criciúma, atual tricampeão da competição estudantil (Ensino Médio e Técnico), contará com a participação de 13 equipes nessa etapa da OBR. Ano passado, conquistaram o título os alunos Daniel Carvalho, Daniele Ghisi Cadorin, João Bernardino e Gabriel Chaucoski.

Os alunos do Câmpus Criciúma desenvolveram seus robôs em um dos módulos da disciplina de Robótica. Apesar do pouco tempo para treinos e ajustes, a expectativa é de um bom desempenho dos estudantes. “As equipes do Câmpus tiveram menos tempo para treinar, porque o módulo de Robótica Móvel foi um dos módulos da disciplina de Robótica, por isso tiveram cerca de um mês e meio para se preparar. Mesmo assim, há robôs muito bons e a expectativa é muito boa”, avalia o professor Douglas Lucas dos Reis, responsável por equipes inscritas.

Para chegar à competição, as equipes montam e programam robôs utilizando kits de robótica voltados para estudantes. Os robôs são autônomos, ou seja, devem ser capazes de realizar sozinhos as tarefas no dia da prova. O desafio simula um ambiente de desastre, em que os robôs devem percorrer um trajeto determinado, superar obstáculos, resgatar objetos e colocá-los em um local determinado.

“Os percursos são determinados na hora, pela equipe de arbitragem. Depois de cumprir os trajetos, os robôs devem entrar em uma ‘sala’ e resgatar as ‘vítimas’ representadas por esferas, para então colocá-las em um local específico. Tudo isso de forma autônoma”, explica Werther Serralheiro, professor do IFSC Câmpus Araranguá e coordenador local da competição. As equipes devem encarar três pistas com níveis de dificuldade diferentes, tendo descontada a pior nota. Vence o time que tiver a maior pontuação ao final dos desafios.

De volta a Araranguá

A fase estadual da OBR havia sido realizada em Araranguá pela última vez em 2013, no câmpus da UFSC. Nos dois anos seguintes, foi sediada no Câmpus Criciúma do IFSC. Em 2016 e 2017, o evento aconteceu na FURB, em Blumenau, retornando em 2018 para o sul-catarinense.

OBR é uma olimpíada científica que tem como objetivo estimular os jovens às carreiras científico-tecnológicas, identificar talentos e promover intercâmbio entre as escolas. Participam estudantes de escolas públicas e particulares do Ensino Fundamental, Médio e Técnico. Posteriormente, haverá a modalidade teórica da competição, com a aplicação de uma prova nas escolas.

A programação da competição começa às 8h30 do dia 18, com o credenciamento das equipes. A primeira rodada está marcada para as 9h30. O evento é aberto a todos os interessados. Mais informações podem ser obtidas no site da competição.  

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