Câmpus São Carlos: mais de 1 mil estudantes formados em 10 anos de história

INSTITUCIONAL Data de Publicação: 06 out 2023 14:09 Data de Atualização: 20 out 2023 19:02

Neste sábado, 07 de outubro, o Câmpus São Carlos do IFSC completa 10 anos de autorização de funcionamento pelo Ministério da Educação (MEC). Foi a Portaria nº 993/2013 que marcou oficialmente o início das atividades da unidade, no mesmo ano em que a os Institutos Federais completam 15 anos de existência e a Rede Federal completa 114 anos.

Durante toda a semana, o câmpus realizou uma programação focada no aniversário, com bolo de aniversário, inauguração de uma placa comemorativa dos dez anos, e palestras e oficinas durante a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT). 

O Câmpus São Carlos surgiu para atender a demanda de qualificação profissional na região, surgiu com o Programa de Expansão da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica, com o objetivo de interiorização do ensino. “Foi um pedido e uma luta da comunidade da região, que iniciou em 2009 por meio de audiência pública e chamada por um abaixo-assinado realizado pela população local dos municípios catarinenses de São Carlos, Águas de Chapecó, Cunhataí, Planalto Alegre e Caxambu do Sul”, lembra o diretor-geral Raimundo Jose de Sousa Castro. 

Dez anos depois, o Câmpus São Carlos contabiliza mais de 1 mil estudantes formados. São 215 técnicos em Edificações (modalidade concomitante e integrado), em Aquicultura (subsequente) e Agronegócio. Também já formou 18 engenheiros civis, mais de 16 alunos do Proeja e mais de 800 alunos de cursos profissionalizantes.

Durante esses dez anos de existência muito foi feito pela educação, ciência, tecnologia e inovação e muito se construiu com os servidores para a consolidação do nosso câmpus. “Temos que agradecer aos parlamentares catarinenses que se esforçaram para trazer este câmpus e auxiliar em sua manutenção e estruturação, agradecer ao poder público municipal de São carlos e dos demais municípios circunvizinhos, agradecer a reitoria do IFSC e a todos que contribuem direta ou indiretamente para o desenvolvimento das ações em prol de uma educação pública, técnica, inclusiva e de qualidade”, destaca o diretor-geral.

Construção do câmpus

Em 2010, a lei municipal nº 1.588 efetivou a doação de terreno para a construção do Câmpus São Carlos. A construção iniciou em 2013 e finalizou em 2015. Mas, ainda em 2012, iniciaram-se as ofertas dos primeiros cursos de Formação Inicial e Continuada de Informática e de Costura Industrial, na Casa da Cultura de São Carlos, na época cedida pela prefeitura

Em março de 2013, iniciaram-se as obras de construção do câmpus e, em 2014, ainda com funcionamento provisório na Casa da Cultura do município de São Carlos, o câmpus recebeu o primeiro docente a compor a equipe de trabalho do câmpus: a professora Sidiane Geremia, e com ela os primeiros técnicos administrativos: Margarida Hahn, Danieli de Almeida, Carlos Jr e Marcio Zamboni. As primeiras atividades educacionais foram os cursos de qualificação e projetos de extensão na área do vestuário.

Em 29 de junho de 2015, às instalações físicas do Câmpus São Carlos são inauguradas, às margens do rio Uruguai, logo abaixo da foz do rio Chapecó, em um terreno com área de  19.000 m² e com área construída de  de 4755,30 m², com capacidade para atender 1.320 alunos diariamente.

A estrutura possui 11 salas de aulas, 15 laboratórios (Química, Biologia, Física, Artes, Produção de alimentos, Costura, Informática, Práticas construtivas, Elétricas, Hidráulica, Carpintaria, Produção vegetal, Agropecuária), além de biblioteca, cantina, área de convivência para servidores, salas administrativas e um miniauditório.

Oferta de cursos

Com o início das atividades na sede nova projetou-se o lançamento dos cursos técnicos concomitantes em Edificações e em Aquicultura.  Com Planejamento de Oferta de Cursos e Vagas (POCV) planejou-se a oferta do curso de Engenharia Civil, com início em fevereiro de 2018 e as demais ofertas obrigatórias (Técnico, Proeja, Fics, Extensão, Formação de formadores e pós graduações). 

Em 2016, ficou definida a oferta dos cursos Técnico Integrado em Agropecuária e Técnico Integrado em Edificações. E ainda no mesmo ano, o câmpus passou a ofertar o curso técnico em Agronegócio Subsequente, Técnico concomitante em Aquicultura, tendo a primeira turma finalizada em 2017, sendo que neste mesmo ano deu-se início a primeira turma do curso  técnico Concomitante em Agronegócio.

Em 2018 iniciou-se o funcionamento das duas turmas de Proeja-Fundamental e no mesmo ano, o IFSC teve o início e a oferta do curso Superior Bacharelado de Engenharia Civil, sendo contempladas duas turmas de 40 alunos.

Além do início dos cursos Técnico Integrado em Edificações e Técnico Integrado em Agropecuária, em 2021 tivemos a implantação da primeira pós graduação presencial no câmpus-Pós (lato sensu) em Educação e Diversidade.

Atualmente, o Câmpus São Carlos possui um quadro de 17 Técnicos Administrativos em Educação e 35 professores, totalizando 52 servidores, dos quais 15 são graduados, cinco especialistas, 16 mestres e 16 doutores. No IFSC há uma estrutura para sediar os cursos e atender a cidade-sede e outros 11 municípios (Caibi, Palmitos, Iraí, Alpestre, Saudades, Cunhataí, Águas de Chapecó, Planalto Alegre, Nova Erechim, Caxambu do Sul e Pinhalzinho), além de outros estados e municípios além dos citados por meio do polo de Ensino à distância, são pelo menos 85 mil pessoas beneficiadas.

Hoje o IFSC oferta os seguintes cursos: Integrado em Edificações e Agropecuária; Técnico Subsequente em Agropecuária; Proeja Fundamental e Médio; Graduação em Engenharia Civil; e quatro especializações, sendo destas três a distância (Docência para EPT, Tecnologias para EPT e Gestão Pública para a EPT) e uma presencial (Especialização  em Educação e Diversidade). Ainda, o câmpus tem a possibilidade de ofertar mais de 80 cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC).

“Esperamos que aqueles que aqui passarem pela direção continuem fortalecendo o princípio ético, o compromisso social, a equidade, a democracia, a inovação, a sustentabilidade e o respeito, mas só isso não seria o suficiente”, destaca Castro.

Segundo o diretor-geral, as demandas continuam necessárias, com um ginásio poliesportivo, uma área para experimentação agrícola, mais equipamentos para os laboratórios, uma residência para os alunos, um refeitório com alimentação gratuita, mais servidores, mais salas de aulas. “E que se produza a verticalização de ensino, criando novos cursos, reforçando o alinhamento dos projetos de ensino, pesquisa e extensão aos arranjos produtivos locais e às demandas do mundo do trabalho, potencializando o desenvolvimento regional e gerando empregabilidade dos egressos, além de promover a inclusão, influenciar o desenvolvimento local”, afirma Castro.


 

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