BLOG DOS INTERCAMBISTAS Data de Publicação: 11 mai 2026 09:47 Data de Atualização: 12 mai 2026 09:41
Estavam com saudades dos relatos dos nossos intercambistas? A gente também! Mas agora voltamos com muito conteúdo e fotos da turma que está neste semestre participando do nosso programa de intercâmbio, o Propicie. Na 25ª edição do Programa de Cooperação Internacional para estudantes do IFSC, foram selecionados 21 estudantes de cursos técnicos e de graduação de nove câmpus, contemplados com bolsas integrais ou parciais.
O relato de hoje é da Ana Clara Vieira Blanger, aluna do curso técnico integrado em Sistemas de Energia Renovável do Câmpus Chapecó. Ela está desde março em Portugal, participando de um projeto de pesquisa no Instituto Politécnico de Beja.
Leiam abaixo o que ela nos contou desta experiência:
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Minha chegada a Portugal foi no dia 4 de março, mas a preparação começou muito antes, com todas as pesquisas prévias para entender melhor a cultura e o projeto, além de toda a organização referente às disciplinas do curso técnico que estão sendo feitas remotamente. Infelizmente, ao chegar ao Politécnico de Beja, descobri que o projeto do qual eu deveria participar ainda não tinha recebido todas as verbas e, por consequência, não estava pronto para ser iniciado.
Dessa forma, as três primeiras semanas foram constituídas de revisão bibliográfica e introdução às análises laboratoriais, por exemplo:
- Determinação de pH com pHmetro;
- Determinação de condutividade com condutivímetro;
- Testes de Carência Química de Oxigênio (CQO) por meio de fotômetros e reagentes pré-
doseados em cuvete (gamas baixa, média e alta);
- Lavagem de vidraria, de acordo com o protocolo local;
- Apresentação do Laboratório de Controle e Qualidade de Águas (LCQA) e as análises de alta precisão realizadas;
- Experiências com cromatografia iônica, absorção atômica e Cromatografia Líquida de Alta
Eficiência (HPLC);
- Determinação de nitritos.
Na parte teórica, foram feitas diversas leituras de artigos sobre fitorremediação com Vetiveria zizanioides (espécie que será usada no projeto). Simultaneamente, aproveitei para conhecer mais da cultura e atividades locais por meio de visitas ao castelo da cidade e cidades vizinhas, participação nos treinos de atletismo da equipe da cidade, visita aos parques e degustação de pastéis de nata (o qual virou meu doce favorito).
Atualmente, estamos iniciando a etapa de testes diários para garantir que a adaptação das plantas foi eficaz, medindo os seguintes parâmetros: pH, condutividade, oxigênio dissolvido, temperatura e potencial redox, por meio de uma sonda multiparâmetro Hanna HI 998194. Também estou com a tarefa diária de garantir uma boa “alimentação” para as plantas que constituem a pesquisa, o que envolve a produção de uma solução nutritiva, calibrar a irrigação e analisar seu estado geral.
Entretanto, também faço o possível para experienciar novas situações e culturas, o que resulta na descoberta de algumas diferenças culturais, como diversos substantivos:
- Béquer → Copo
- Pisseta → Esguicho
- Entender → Perceber
- Grama → Relva
- Carona → Boleio
- Panturrilha → Gêmeo
- DQO → Carência Química de Oxigênio
- Jaleco → Bata
E é claro que, por muitas vezes, usei expressões brasileiras sem perceber e não fui entendida; entretanto, muitas vezes fui surpreendida pela quantidade de informações que os portugueses têm do Brasil e o seu imenso apreço por nossa cultura. Portanto, posso afirmar que, até o momento, estou tendo ótimas vivências nesse intercâmbio e já tenho certeza de que essa experiência vai me marcar para sempre, não apenas pelas competências técnicas adquiridas no laboratório, mas pela capacidade de me adaptar ao novo e de enxergar o mundo sob uma nova perspectiva.
Intercâmbio no IFSC
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