Viagens e aprendizados na Europa

BLOG DOS INTERCAMBISTAS Data de Publicação: 18 jan 2024 10:30 Data de Atualização: 18 jan 2024 10:30

Nossa estudante do Câmpus Florianópolis Juliana Hachmann, do Técnico em Desenvolvimento de Sistemas, participou no último semestre do programa de intercâmbio do IFSC, o Propicie. Já de volta ao Brasil, Juliana nos enviou um relato com dicas de viagem e sobre sua participação em um projeto no Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP).

Confira a seguir como foi para a Juliana passar um semestre na cidade de Porto, onde ela participou do projeto Electronics and Informatics applied to Health Systems.

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Estou concluindo o período de intercâmbio muito grata e satisfeita pela oportunidade de participar de um estágio em outra instituição e por ter tido a experiência de morar por 3 meses em outro país. O curso Técnico em Desenvolvimento de Sistemas, que estou fazendo no IFSC, é minha segunda formação, pois estou em um processo de transição de carreira. Ter participado do Propicie foi uma oportunidade muito importante, que enriqueceu minha experiência profissional nesta nova área que escolhi e que poderá também me auxiliar no processo de entrada no mercado de trabalho.

Sobre o projeto em si, nos dois últimos meses do intercâmbio, me envolvi com o desenvolvimento de uma funcionalidade de cadastro para um futuro aplicativo de uso médico. A princípio, pude me familiarizar um pouco com Angular e Typescript (framework e linguagem de desenvolvimento web) e boas práticas de responsividade. Embora trabalhar com o desenvolvimento de interface do usuário não seja meu principal objetivo profissional, é sempre muito interessante aprender um pouco sobre as práticas nesta área e também sobre novas linguagens e padrões de projeto. Neste processo, tive um contato valioso com um dos outros programadores do projeto, que teve o papel de me orientar, tirar dúvidas e foi o primeiro profissional com quem trabalhei na área. Com ele, pude aprender mais sobre arquitetura de software, ferramentas de versionamento e o fluxo de trabalho em equipe. Além disso, tive contato com tecnologias de informação específicas para a área da saúde, especialmente o padrão FHIR/HL7 e suas implementações.

Infelizmente, o projeto ainda estava no início e muitas das decisões principais não seriam tomadas unicamente pelo ISEP, sendo que muitas coisas ainda dependeriam de reuniões com equipe médica e a empresa responsável pelo desenvolvimento do hardware ao qual a aplicação web se integrará. Devido a isto, as demandas ainda eram incertas. Porém, o lado positivo é que havia tempo para experimentação e aprofundamento em conceitos, bem como espaço para pesquisa e outras aprendizagens. A equipe foi muito gentil e compartilhou o acesso ao código-fonte do projeto anterior (muito similar ao que está iniciando), o qual ainda utilizarei para estudos futuros.

Por sermos intercambistas, o instituto foi muito flexível em relação a horários, o que tornou possível aproveitar também a vivência cultural de morar em outro continente. Então nestes três meses, eu — e creio que todos os colegas que vieram — conseguimos nos organizar e aproveitar para viajar e conhecer outras regiões. Foi possível visitar desde grandes capitais a cidades “medievais” e pequenas aldeias portuguesas; tive também bastante contato com a natureza, fazendo caminhadas ou saídas com grupos de trilhas locais em lugares impressionantes em termos de natureza e patrimônio histórico! Sou muito grata ao IFSC pela oportunidade que, provavelmente, eu nunca teria de outra maneira.

Para finalizar o relato, vou deixar algumas dicas para quem quer tentar participar do intercâmbio e também para aqueles que já foram selecionados para as próximas edições. A língua inglesa é essencial, então, para quem tiver a possibilidade, que invista tempo para aprender, pois vai abrir muitas portas — não apenas em relação ao Propicie, mas em muitas outras oportunidades no futuro.

Outra dica é que antes de escolher o projeto, se possível, busque se informar sobre qual será o seu papel nele. Embora tenha aprendido muito no projeto do qual participei, pela descrição que constava no edital, imaginava que iria ter uma função bastante diferente e no início foi um pouco frustrante até conseguir ajustar a minha expectativa. Então, se possível, envie e-mails aos responsáveis nas instituições parceiras questionando sobre o estágio, para que você possa ter uma ideia mais detalhada do que seria o seu trabalho em cada um dos projetos que lhe interessam. 

Por fim, uma última dica, já para quem foi selecionado, seria em relação a se organizar para viagens e passeios que farão parte do seu intercâmbio. Há muitas possibilidades — desde fazer pequenos passeios locais, investir em curtas visitas a outros países, ou até mesmo uma pequena “Eurotrip” de 2 semanas, por exemplo (caso seu projeto ofereça esta flexibilidade de horários — busque se informar com o coordenador da instituição para onde você vai). Seja qual for o tipo de viagem que você planeja, minha dica seria: pesquise bastante sobre os locais, não deixe para a última hora, se planeje com antecedência (especialmente na compra de passagens e estadia), não perca oportunidades e busque aproveitar ao máximo esta experiência!
 

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