Eleições 2026: O que o seu voto tem a ver com o IFSC?

BLOG DO IFSC Data de Publicação: 23 set 2026 10:02 Data de Atualização: 23 set 2026 10:29

Em outubro, milhões de brasileiros vão às urnas mais uma vez. No dia 4 de outubro de 2026, acontece o primeiro turno das eleições e, onde houver necessidade, o segundo turno será realizado em 25 de outubro.

Neste ano, vamos escolher presidente e vice-presidente da República, governadores e vice-governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais.

Mas, em meio a campanhas, pesquisas, debates, vídeos, memes e uma infinidade de informações circulando pelas redes sociais, vale parar para pensar: o que essas escolhas realmente têm a ver com a nossa vida? E, para quem estuda ou trabalha aqui, o que elas têm a ver com o IFSC?

A resposta curta é: bastante coisa. 😀

Votar é participar das decisões coletivas

A gente já explicou aqui no Blog que a democracia vai muito além de comparecer a uma seção eleitoral de tempos em tempos. Mas o voto é uma das principais formas de participação que temos em uma democracia representativa.

Por meio dele, escolhemos as pessoas que vão tomar decisões em nosso nome durante os próximos anos.

Isso inclui decisões sobre educação, saúde, meio ambiente, economia, ciência, tecnologia, segurança, direitos sociais, infraestrutura e tantos outros assuntos que fazem parte da nossa rotina - mesmo quando não percebemos imediatamente.

Ou seja: política não é apenas aquilo que acontece em Brasília ou aparece no horário eleitoral. Ela está relacionada às escolhas sobre como os recursos públicos serão usados, quais políticas públicas serão priorizadas e quais leis vão orientar a vida em sociedade.

-> Leia também: Por que é importante votar?

E quem vamos escolher em 2026?

Nas Eleições deste ano, teremos seis escolhas na urna: deputado federal, deputado estadual ou distrital, dois senadores, governador e presidente da República. Cada um desses cargos tem funções diferentes.

Presidente e governadores fazem parte do Poder Executivo e são responsáveis por administrar, executar políticas públicas e propor ações dentro de suas respectivas esferas.

Deputados e senadores fazem parte do Poder Legislativo. Entre suas funções estão elaborar e votar leis, fiscalizar o Executivo e participar das decisões sobre os orçamentos públicos.

É justamente por isso que, antes de escolher uma candidata ou um candidato, vale entender o que aquela pessoa poderá realmente fazer caso seja eleita.

Prometer algo que não faz parte das atribuições do cargo também pode ser um sinal de alerta.

Quer entender melhor o que faz cada cargo? Leia nosso post “O que significa ser uma democracia?”.

O que tudo isso tem a ver com o IFSC?

O IFSC é uma instituição pública federal e integra a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. Isso significa que uma parte importante das decisões tomadas no âmbito federal - especialmente aquelas relacionadas à educação e ao orçamento público - chega até aqui.

Vamos pegar o orçamento como exemplo.

Todos os anos, o Poder Executivo Federal elabora uma proposta para o Orçamento da União. Depois, essa proposta passa pelo Congresso Nacional, onde deputados e senadores podem analisá-la, fazer alterações e votar o texto. Depois de aprovado pelo Congresso, o orçamento segue para sanção presidencial.
É nesse orçamento que são previstos recursos para as diferentes áreas de atuação do Governo Federal, entre elas a educação.

No caso do IFSC, os recursos orçamentários vêm do Orçamento Geral da União por meio da Lei Orçamentária Anual (LOA). A instituição também pode receber recursos por outros caminhos, como emendas parlamentares, órgãos de fomento, parcerias, chamadas públicas e Termos de Execução Descentralizada. Isso já foi explicado em outros posts aqui no Blog. 

-> Como procurar informações sobre orçamento do IFSC?

Na prática, estamos falando de dinheiro público utilizado para manter câmpus, laboratórios e equipamentos, desenvolver projetos e realizar atividades de ensino, pesquisa, extensão e inovação, entre tantas outras ações.

-> Leia também: De onde vem o dinheiro do IFSC?

E o que são as emendas parlamentares?

É aqui que a relação entre as pessoas que elegemos para o Congresso e o IFSC fica ainda mais fácil de perceber.

Ao analisar o Orçamento da União, deputados federais e senadores podem apresentar emendas para direcionar recursos públicos a determinadas ações e projetos.

As emendas podem ser individuais, apresentadas por cada parlamentar, ou coletivas, como as emendas de bancada - apresentadas pelos parlamentares de um mesmo estado - e as emendas de comissão.

E atenção para um detalhe importante: emenda parlamentar não é dinheiro do parlamentar. Estamos falando de recursos públicos previstos no Orçamento da União.

Deputados e senadores participam da decisão sobre a destinação de parte desses recursos.

O IFSC tem recebido emendas parlamentares nos últimos anos com mais frequência. E elas podem se transformar em coisas bastante concretas para estudantes e servidores. Só em 2026, por exemplo, emendas recebidas pelo IFSC foram usadas para aquisição de equipamentos e implantação de laboratórios em Jaraguá do Sul, melhorias na portaria e no controle de acesso em Joinville, investimentos em segurança no Câmpus Caçador, adequação de espaços em Canoinhas e implantação de um consultório de enfermagem para atendimento à comunidade em Joinville. 

Ou seja: quando você escolhe um deputado federal ou senador, também está escolhendo quem vai participar das decisões sobre o Orçamento da União e poderá indicar recursos para determinadas políticas, instituições e projetos.

Isso não significa, claro, que basta um parlamentar indicar uma emenda para o dinheiro aparecer imediatamente. A destinação e a execução dos recursos precisam obedecer às regras orçamentárias e aos requisitos legais aplicáveis.

-> Quer entender melhor? Leia o post “De onde vem o dinheiro do IFSC? Parte 2”, em que explicamos as emendas parlamentares e outras formas pelas quais recursos podem chegar à instituição.

Então presidente, deputados e senadores decidem o que acontece no IFSC?

Não é bem assim.

O IFSC possui autonomia administrativa, patrimonial, financeira e didático-pedagógica. Isso significa que não são presidente, deputados ou senadores que determinam individualmente o que acontece em uma sala de aula, quais projetos serão desenvolvidos ou como deve funcionar cada câmpus. Mas as políticas nacionais para a educação profissional e tecnológica, as leis aprovadas e os recursos públicos disponíveis interferem nas possibilidades de atuação da instituição.

Por isso, decisões tomadas pelo Executivo e pelo Congresso Nacional podem ter reflexos na educação federal - inclusive aqui no IFSC.

-> Leia também: Como as eleições influenciam na sua vida e no IFSC?

E os outros cargos?

A relação mais direta entre as Eleições e o IFSC aparece no âmbito federal, mas isso não torna as demais escolhas menos importantes.

Governadores e deputados estaduais tomam decisões sobre políticas públicas de Santa Catarina que também fazem parte da vida dos nossos estudantes e servidores.
Transporte, segurança, infraestrutura, saúde, meio ambiente, desenvolvimento econômico e diferentes políticas estaduais impactam as cidades onde nossos câmpus estão localizados e as pessoas que vivem nelas.

No fim das contas, dificilmente existe uma parte da nossa vida completamente desconectada das decisões tomadas pelo poder público.

Como escolher em quem votar?

Não existe uma resposta pronta e nem deveria existir. O voto é uma decisão individual. Mas ela pode e deve ser uma decisão com base em informações. Antes de votar, procure conhecer a trajetória das candidatas e dos candidatos, entender suas propostas e verificar se aquilo que prometem é compatível com as atribuições do cargo que pretendem ocupar.

Para as Eleições 2026, o Tribunal Superior Eleitoral disponibiliza o DivulgaCandContas, sistema em que qualquer pessoa pode consultar dados oficiais das candidaturas, como partido ou federação, situação do registro, declaração de bens, arrecadação e gastos de campanha e, quando aplicável, propostas de governo.

Também vale comparar informações divulgadas durante a campanha, consultar diferentes fontes jornalísticas e desconfiar de conteúdos que apelam para o medo, a indignação ou a urgência para fazer você compartilhar algo sem verificar.

Cuidado com a desinformação

Viu uma informação estranha? Antes de compartilhar, confira. Se você usa redes sociais - e estamos apostando que sim 😅- provavelmente já encontrou algum conteúdo político difícil de saber se era verdadeiro. Em períodos eleitorais, esse cuidado precisa ser redobrado.

Antes de encaminhar uma mensagem ou compartilhar uma publicação, veja quem produziu aquela informação, procure a fonte original e confira se veículos e instituições confiáveis também publicaram sobre o assunto.

As urnas eletrônicas são seguras? Leia a reportagem do IFSC Verifica

Para as Eleições 2026, a Justiça Eleitoral mantém a plataforma Fato ou Boato, com checagens e informações verificadas sobre o processo eleitoral. Participar de uma democracia não envolve apenas votar, mas também tomar decisões com base em informações confiáveis.

-> Dicas para combate a desinformação: leia este post do Blog do IFSC

Democracia não acaba quando a urna é desligada

Escolhemos nossos representantes no dia da eleição, mas nossa participação como cidadãos não precisa - e não deveria - terminar ali.

Depois que as urnas forem apuradas, também podemos acompanhar o trabalho de quem foi eleito, observar votações e decisões, verificar a destinação de recursos e emendas parlamentares, cobrar compromissos assumidos durante a campanha e participar dos espaços de discussão existentes na sociedade.

E isso vale aqui dentro também.

No IFSC, estudantes e servidores participam de eleições para reitor e diretores-gerais dos câmpus, podem integrar órgãos colegiados e encontrar outras formas de representação, como grêmios e centros acadêmicos.

-> Representações estudantis no IFSC: veja como participar

Democracia, portanto, não acontece apenas em outubro.Ela é construída quando buscamos informação, participamos das decisões coletivas, ouvimos opiniões diferentes, fiscalizamos quem nos representa e fazemos a nossa voz ser ouvida.

E aí: já pensou no peso que o seu voto pode ter? 🗳️

Preparamos um resumo de tudo o que abordamos neste post;

Infográfico sobre o processo eleitoral feito para o Blog do IFSC
 

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