Comitiva portuguesa visita Câmpus Florianópolis e encaminha acordo de dupla diplomação para Engenharia Civil

INTERNACIONAL Data de Publicação: 02 set 2026 14:50 Data de Atualização: 02 set 2026 14:59

O Câmpus Florianópolis do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) recebeu nesta segunda-feira (31) a visita de uma comitiva de gestores de instituições de ensino superior de Portugal. O encontro serviu para estreitar laços institucionais e avançar em acordos de cooperação acadêmica internacional, com destaque para a formalização do processo de dupla diplomação destinado aos estudantes do curso de Engenharia Civil.

A delegação internacional contou com a presença da reitora da Universidade Politécnica de Coimbra, Cândida Malça; da vice-reitora da Universidade Politécnica de Viana do Castelo, Ana Paula Vale; do administrador da Universidade Politécnica de Beja, Paulo Cavaco; e do vice-reitor da Universidade Politécnica de Setúbal, Carlos Mata.

A principal frente de trabalho consolidada durante a passagem pelo câmpus envolve a parceria com a Universidade Politécnica de Setúbal para a criação da dupla diplomação na área da Engenharia Civil, modalidade que o IFSC já mantém em outros cursos de graduação com instituições portuguesas. Com a assinatura da carta de intenções, as equipes docentes das duas instituições iniciaram a etapa técnica de equivalência curricular.

Segundo o vice-reitor da Universidade Politécnica de Setúbal, Carlos Mata, a iniciativa consolida um planejamento já em andamento. "É para concretizar, é para acontecer. Já temos na área da engenharia eletrotécnica, temos na área da engenharia química e agora vai surgir na área da civil. Existe interesse e vontade por parte da Universidade Politécnica de Setúbal, existe interesse da parte da vossa instituição e só temos que fazer acontecer. Já assinamos essa carta de intenções e as equipas, esta semana ou na próxima, vão se juntar novamente para olhar para os planos de estudo e concretizar a dupla diplomação.", comenta.

A coordenadora do curso de Engenharia Civil do Câmpus Florianópolis, Fernanda Simoni Schuch, ressaltou o impacto profissional da medida e o cronograma previsto para a implementação do intercâmbio. "Nós temos uma boa expectativa. Acho que isso é bastante importante para os nossos alunos, porque eles vão poder ter o direito de exercer a profissão de engenheiro ou engenheira civil na Comunidade Europeia, em todos aqueles países que aceitam o diploma europeu para engenharia. Provavelmente, até o final do ano a gente tem esse acordo assinado. Então, eu deduzo que no ano que vem a gente vai ter os primeiros alunos indo a Portugal", completa a professora.

Conexão com o Sepei

Os gestores portugueses estiveram em Santa Catarina na última semana para participar do Seminário de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação (Sepei) do IFSC, marcando a primeira presença de representantes internacionais com atividades na história do evento. Aproveitando a agenda antes do retorno a Portugal, o grupo visitou laboratórios, reuniu-se com a gestão na Reitoria e conheceu a estrutura do Câmpus Florianópolis.

Para o assessor de Relações Institucionais do IFSC, Thiago Meneghel, a aproximação presencial acelerou projetos estratégicos de internacionalização e abriu portas para novas modalidades de mobilidade. "Eles tiveram a oportunidade de compreender melhor o tamanho do IFSC, a diferença e as características de cada um dos nossos câmpus. Todo esse contexto e a participação deles em conferências e mesas-redondas permitiram que a gente planejasse e discutisse possibilidades de avançarmos em novos modelos de internacionalização e de mobilidade para os estudantes e, principalmente, para os servidores. A gente vai ter como resultado direto um fortalecimento do Propicie e das duplas diplomações, novos programas para os estudantes, como o Work Experience, que vai oportunizar estágios em empresas no exterior com o apoio deles, e estamos articulando mais de uma forma de oportunizar mobilidade para docentes e técnicos administrativos.", concluiu.

Além da mobilidade acadêmica, a passagem pelo câmpus e pelo Sepei estimulou futuras cooperações em projetos de pesquisa aplicada e inovação tecnológica entre pesquisadores catarinenses e portugueses.
 

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