IFSC apresenta estratégias de participação cidadã para a construção do Câmpus Tijucas

INSTITUCIONAL Data de Publicação: 22 set 2025 10:41 Data de Atualização: 01 out 2025 11:02

O Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) promoveu, no dia 11 de setembro, o evento Café com o IFSC, realizado na Associação de Desenvolvimento Comunitário dos Empregados Ceramistas da Foz do Rio Tijucas (ADEC). Organizado em parceria com o Comitê Local para Implementação do IFSC e a Secretaria de Educação de Tijucas – município que sediará o novo câmpus –, o encontro teve como objetivo apresentar à comunidade as estratégias participativas da expansão da instituição e discutir os eixos tecnológicos e a oferta de cursos em curto, médio e longo prazos.

Participaram do evento representantes da sociedade civil organizada, instituições públicas, prefeitos e vereadores da região do Vale do Rio Tijucas e da Costa Esmeralda, além de parlamentares federais de Santa Catarina. Na ocasião, o prefeito de Tijucas, Maickon Campos Sgrott, ressaltou a importância do projeto para a região. Já o reitor do IFSC, professor Zízimo Moreira Filho, destacou o papel da instituição na qualificação profissional e na produção de ciência e tecnologia em articulação com os arranjos produtivos do estado, convidando a comunidade a se engajar na implantação do novo câmpus.

Segundo o presidente da Comissão de Implantação do câmpus Tijucas, professor Cícero Santiago de Oliveira, a criação da unidade resulta de uma mobilização comunitária que reuniu diferentes atores sociais em defesa da instalação do IFSC no município, contemplado pelo Governo Federal no âmbito do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). "O câmpus é, portanto, fruto de um movimento comunitário virtuoso, que reuniu grupos diversos em torno da pauta, que foi acolhida pelo Governo Federal em março de 2024. Desde então, o município tem apoiado a Comissão de Implantação do IFSC, e espera com grande expectativa o início efetivo das obras, das ofertas de cursos e atividades de ensino, pesquisa, extensão e inovação", afirmou.

Gestão democrática e metodologias participativas

De acordo com o professor Cícero Santiago, o IFSC adota metodologias participativas no processo de implantação, garantindo que os membros da comunidade atuem como sujeitos ativos e não como "meros beneficiários passivos da experiência". As rodas de conversas, que terão como mote a frase "O IFSC que a gente quer", devem congregar estudantes, professores, pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica, lideranças comunitárias, assistentes sociais, associações e sindicatos. "Dessa forma, o câmpus nascerá enraizado na comunidade, se tornando um lócus de convergência cultural, econômica e tecnológica no Vale do Rio Tijucas e na Costa Esmeralda", explica.

As ações de escuta e diálogo com a comunidade terão continuidade ao longo deste semestre, com a realização de novas rodas de conversa nos municípios da região. A expectativa é que, a partir da formação de uma rede de colaboração interinstitucional e intersetorial, o processo de definição dos eixos tecnológicos alinhe a futura oferta de cursos às necessidades socioeducativas, econômicas e tecnológicas locais.

"Ademais, contribuirá no processo de verticalização, que se dará em curto, médio e longo prazo. Dessa forma, nossas expectativas são bastante animadoras, pois ajudar um câmpus a nascer, a partir de uma perspectiva dialógica e coletiva, é um  processo bastante estimulante e  gratificante, tanto do ponto de vista profissional  quanto cidadão", concluiu o professor Cícero Santiago.

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