INSTITUCIONAL Data de Publicação: 28 nov 2025 16:42 Data de Atualização: 12 dez 2025 15:59
O IFSC terá a partir de 1º de fevereiro uma Assessoria de Ações Afirmativas, Equidade e Inclusão. O anúncio foi feito durante reunião geral da gestão com servidores da Reitoria realizada na sexta, 28 de novembro. Um grupo de trabalho (GT) foi formado para construir a pauta de prioridades e encaminhar as ações prioritárias do setor.
O coordenador do GT é o professor Luiz Herculano de Sousa Guilherme, do Câmpus Gaspar. Ele esteve na reunião geral na Reitoria e avalia que a criação da assessoria vai ser importante para institucionalizar ações afirmativas, de equidade e de inclusão. “O IFSC precisa se responsabilizar por essas pautas, que não são pautas individuais”, comenta Luiz, que foi indicado pela gestão como futuro responsável pela assessoria.
“Para que sejamos uma instituição plural, a gente precisa ir além dos nossos documentos e além da legislação. A gente precisa pensar currículo, pensar atitudes e ações institucionais que se materializem de forma articulada, com planejamento, com pessoas que estejam à frente do gerenciamento dos processos e, sobretudo, pessoas que entendam de pessoas, de diversidade”, destaca a diretora-executiva do IFSC, Ana Paula Kuczmynda da Silveira.
As pautas prioritárias da assessoria serão as seguintes:
- aprofundamento das discussões sobre as cotas de ingresso em diálogo com as estratégias de acesso, permanência e êxito;
- levantamento do perfil étnico-racial dos servidores do IFSC, contemplando lotação, cargo e função ocupados;
- implantação do Decreto nº 11.443/2023;
- aprimoramento da análise da distribuição das vagas de cota para concursos públicos;
- aprofundamento das discussões sobre a efetivação da Lei nº 11.645/08 no currículo;
- consolidação de políticas internas de combate ao racismo e todos os tipos de violência.
Documentário
Na reunião, houve uma atividade voltada à sensibilização dos servidores sobre o tema. Foi exibido o documentário “Quando a universidade é nossa casa”, que teve como diretor o professor Cícero Santiago de Oliveira, que é do Câmpus Canoinhas e preside a Comissão de Implantação do Câmpus Tijucas.
O documentário foi produzido com o objetivo de contribuir para as reflexões sobre os dez anos da Lei de Cotas e relata um pouco sobre a rotina e dificuldades encontradas por dois estudantes negros que vivem na Casa do Estudante Universitária da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), do Rio Grande do Sul, a maior moradia estudantil do Brasil.
Em tela, é mostrada parte dos dilemas vivenciados pelas comunidades educacionais no contexto da implementação de Políticas de Ações Afirmativas, incluindo ataques racistas sofridos dentro da instituição. O documentário é uma produção coletiva que teve a participação do projeto Juventude Negras Periféricas, do Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (Neabi) do Câmpus Canoinhas e está disponível no YouTube.