ESPECIAL Data de Publicação: 25 set 2026 16:51 Data de Atualização: 25 set 2026 16:56
O Núcleo de Acessibilidade Educacional (Nae) do Câmpus Itajaí criou uma sala multissensorial e abriu para visitação na última terça-feira (22). A atividade fez das ações em alusão ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, que é celebrado em 21 de setembro. “A gente já vem planejando a organização deste espaço desde o primeiro semestre, no início pensamos apenas na parte sensorial, depois resolvemos incluir uma parte de Libras e uma parte específica para os servidores do Câmpus, que era uma cabine que continha muitos estímulos sonoros e luzes para dar a sensação de um lugar com muitos estímulos. Nesse espaço, eles tinham um tempo curto para resolver uma prova com cinco questões de lógica. O que a gente queria é que os professores refletissem sobre isso, principalmente, quando estão elaborando uma prova ou uma atividade para alunos neurodivergência”, explica a psicopedagoga Letícia Cristina da Silva Santos, que atua no Nae de Itajaí.
A sala estava dividida em três partes. Na primeira delas, a proposta era fazer com que as visitantes passassem a enxergar os outros para além da deficiência. “Imprimimos alguns cartazes e perguntávamos para eles o que as pessoas viam e a maior parte deles dizia que via primeiro a deficiência para depois ver a profissão.”
Depois os visitantes eram vendados e precisam sentir diferentes texturas. “Algumas pessoas com neurodivergência tem uma hipersensibilidade nos pés e nas mãos e para falar sobre isso convidamos uma estudante do Câmpus que tem TEA e TDH. Ela dava seu relato pessoal e orientava como agir em momentos de crise.”
Na terceira parte da sala, o objetivo era estimular o olfato. A proposta era apresentar diferentes óleos essenciais e ervas que podem auxiliar nesse processo de autorregulação. “ A proposta era promover uma experiência que aproximasse os visitantes de situações em que os estudantes atendidos pelo Nae experimentam no dia a dia. A inclusão não é simplesmente tratar duas pessoas de forma iguais, cada pessoa tem uma forma diferente de aprender e a gente acredita que essas experiências contribuem para a inclusão dessas pessoas no ambiente escolar.”
A sala foi organizada pelas psicopedagogas do Nae de Itajaí Letícia da Silva Santos e Josiane dos Passos Lima.