INTERNACIONAL Data de Publicação: 07 abr 2026 14:22 Data de Atualização: 07 abr 2026 17:17
A aluna Carolina Martins Pedro, do curso superior de Engenharia Mecatrônica do IFSC Câmpus Florianópolis, está vivenciando uma etapa marcante de sua formação acadêmica e pessoal: um intercâmbio no Instituto Politécnico de Viana do Castelo, em Portugal. Selecionada pelo Programa de Cooperação Internacional para estudantes do IFSC (Propicie), Carolina chegou ao país europeu em março de 2026, onde permanecerá até o início de junho. No instituto português, a estudante atua em um projeto de pesquisa com foco em análise estatística de dados relacionados a surtos de dengue em Portugal, um tema que se distancia de sua habitual área de robótica educacional, mas que estabelece conexões tanto com seu atual curso de engenharia quanto com sua formação técnica anterior em saneamento.
A trajetória de Carolina com o IFSC começou em 2018, ainda no Ensino Médio, e desde então a instituição tem sido a base de seu desenvolvimento. O desejo de realizar um intercâmbio já a acompanhava desde o ingresso na instituição, inspirado por uma tia que trabalha no IFSC, mas a oportunidade só se concretizou agora, em seu quinto ano de graduação e nono ano de vivência no Instituto. Para a futura engenheira, o impacto do IFSC vai muito além da sala de aula, tendo sido o ambiente onde descobriu suas paixões profissionais. "Eu não consigo imaginar uma Carol sem o IFSC. Todas as experiências que eu vivi moldaram completamente a minha trajetória acadêmica e profissional e pessoal também, sabe? Moldaram os meus sonhos, descobri a minha paixão por robótica educacional, por impacto social."
Adaptação e novos horizontes na Europa
A rotina de intercâmbio tem exigido de Carolina não apenas dedicação à pesquisa, mas também adaptação e proatividade em um ambiente desconhecido. Para manter o bem-estar e a produtividade longe de casa, a estudante adotou uma rotina disciplinada: as manhãs são dedicadas à atividade física em uma academia local, enquanto as tardes são focadas no desenvolvimento das atividades do projeto estatístico. Apesar de estar em um país com o mesmo idioma, os desafios cotidianos de uma nova cultura têm sido constantes, desde o momento da chegada ao alojamento até as interações na universidade. Longe da sua habitual "bolha" no Brasil e da identidade de "Carol da robótica", a experiência tem proporcionado um intenso processo de autoconhecimento e amadurecimento. O contato com estudantes de diversas partes do mundo e as vivências solitárias em um novo continente têm exigido coragem constante para lidar com o novo. Essa imersão cultural, que inclui desde diálogos casuais com moradores locais até viagens planejadas de forma independente, está moldando sua visão de futuro para o momento de retornar ao Brasil. "A gente amadurece muito em muitos aspectos. Eu sinto que cada oportunidade nova que eu tenho é como se eu estivesse estourando uma bolha, de abrir e expandir a minha visão para outras possibilidades também", completa.
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