Câmpus Florianópolis sedia megaoperação simulada de duplo desastre químico e radiológico

EVENTOS Data de Publicação: 03 nov 2026 15:32 Data de Atualização: 03 nov 2026 16:52

Um cenário de guerra e de alta complexidade técnica tomará conta do Câmpus Florianópolis do IFSC neste sábado (7). Pela primeira vez no estado, um exercício simulado de emergência envolvendo materiais perigosos unirá, em um mesmo cenário, o enfrentamento a um desastre químico severo e a um acidente radiológico grave ocorrendo simultaneamente. A atividade começa às 14h30 e contará com nove instituições de pronta-resposta.

O Simulado Integrado de Resposta a Emergência Radiológica (SIRER) fará parte da programação do 3º Congresso Nacional de Radiologia (3º CNR), evento que reúne os principais especialistas do setor e que ocorre neste final de semana, de 6 a 8 de novembro, em Florianópolis. A dinâmica do SIRER envolverá explosões cenográficas, evacuação de vítimas em pânico, montagem de tendas de triagem médica (Método START), instalação de corredores duplos de descontaminação e a entrada de equipes táticas vestindo trajes encapsulados de proteção química e radiológica.

O exercício realizado no SIRER exigirá a atuação coordenada e em tempo real das seguintes entidades catarinenses: Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), Batalhão de Aviação da Polícia Militar (BAPM - Helicóptero Águia), BOPE, CETRIC SA, Corpo de Bombeiros Voluntários de Indaial (CBV/Indaial), Núcleo de Ensino de Urgência /SAMU, Instituto de Cardiologia de Santa Catarina (ICSC), Defesa Civil Estadual e o próprio IFSC, por meio dos docentes e discentes do Curso Superior de Tecnologia em Radiologia e do Mestrado Profissional em Proteção Radiológica, além do curso Técnico em Enfermagem.

“O objetivo deste Simulado é em primeiro lugar treinar tantos os alunos do IFSC dos mais diversos níveis como as forças de segurança e de resposta a emergência com produtos perigosos. Em segundo lugar, divulgar ao público em geral como agir frente a uma possível situação de emergência radiológica, desmistificando todo o medo causado pelos acidentes de Chernobyl e Fukushima, ao mesmo tempo que evitamos um novo acidente de Goiânia, que ano que vem completará 40 anos', explica o professor Flávio Augusto Penna Soares, coordenador da atividade.

O professor Flávio explica que o clímax da operação contará com o resgate de vítimas críticas pelo helicóptero Águia (BAPM), além da atuação do Esquadrão Antibombas do BOPE, que empregará táticas avançadas para o resgate e blindagem de uma fonte radioativa de Cobalto-60 abandonada em meio aos escombros. “O nível de exigência técnica do exercício, que testará protocolos de isolamento, contenção ambiental de ácido clorídrico, triagem de radioacidentados e gestão de crise, atraiu a atenção de autoridades federais. Representantes da Eletronuclear e da Agência Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) estarão presentes no local atuando como observadores oficiais para avaliar a doutrina de resposta a desastres aplicada pelas forças catarinenses", completa o professor.

O professor Flávio conta, inclusive, que já está confirmada a presença do Dr. Walter Mendes Ferreira, físico protagonista na resposta ao acidente de Goiânia com o Césio-137. A imprensa é convidada a acompanhar o simulado de perto, em áreas de segurança previamente demarcadas, permitindo a captação de imagens de forte impacto e entrevistas exclusivas com os comandantes da operação, especialistas em física médica e autoridades de segurança pública.

 

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