ENSINO Data de Publicação: 22 ago 2025 17:01 Data de Atualização: 25 ago 2025 16:22
Buscando soluções inovadoras para problemas reais, a estudante Ana Carolina da Silva, do curso de Engenharia Mecatrônica do Câmpus Criciúma do IFSC, elaborou um projeto que realiza o monitoramento da qualidade do ar em Morro da Fumaça, no Sul de Santa Catarina.
Moradora do município, a necessidade para o trabalho surgiu pela falta do recurso na região. Segundo o Instituto do Meio Ambiente (IMA), existem apenas três sistemas de monitoramento contínuo e abrangente da qualidade do ar no estado, sendo dois em Tubarão e um em Florianópolis. “A poluição é um problema, especialmente numa área com atividade industrial, mas não temos dados concretos para quantificar o impacto disso na saúde da população e no meio ambiente”, explica Ana.
O projeto da acadêmica do IFSC é seu trabalho de conclusão do curso, orientado pelos professores Tiago Quartiero e Pedro Rosso. “Vi a oportunidade perfeita de aplicar tudo o que aprendi no curso, para criar uma solução real para um problema local”, destaca.
Como o trabalho foi elaborado?
A proposta utiliza princípios da Internet das Coisas (IoT) para coletar informações sobre poluentes como monóxido de carbono (CO) e material particulado (MP2.5, MP10 e PTS), além de variáveis ambientais como temperatura e umidade. Para isso, está sendo desenvolvido um sistema composto por sensores portáteis, conectados a uma rede de transmissão de dados, que enviará as informações em tempo real para uma plataforma online de acesso público.
Como funciona o projeto?
A aplicação prática do projeto abrange diferentes públicos. A comunidade poderá acompanhar a qualidade do ar em tempo real em sua região; os gestores públicos terão uma base de dados confiável para elaborar políticas ambientais e ações de mitigação; e a academia encontrará um importante banco de informações para pesquisas sobre meio ambiente e saúde.
Embora o trabalho funcione inicialmente apenas em Morro da Fumaça, ele pode ser adaptado para outras regiões do estado. “A principal vantagem do sistema é a sua mobilidade. Por serem equipamentos portáteis, os sensores podem ser facilmente transportados para monitorar a qualidade do ar em qualquer localidade, seja em outras cidades, áreas rurais ou locais com fontes de poluição específicas”, elabora a graduanda.
Expectativa para o Sepei
Na próxima semana, o trabalho será apresentado no maior evento científico do Instituto Federal de Santa Catarina, o Sepei (Seminário de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação). Sediado este ano no Câmpus Palhoça Bilíngue, o Seminário acontece durante os dias 26 e 28 de outubro, e o projeto da fumacense será defendido na quarta-feira (27).
Para a acadêmica, a experiência é de aprendizado. “Minha principal expectativa para o SEPEI é, honestamente, receber críticas construtivas. Como o projeto ainda está em andamento, vejo o evento como a melhor oportunidade para apresentar a ideia para professores e outros alunos e ouvir feedbacks que realmente possam ajudar a melhorá-lo. Quero saber o que pode ser aprimorado e quais pontos fracos eu talvez não tenha percebido”, espera Ana Carolina.