INSTITUCIONAL Data de Publicação: 23 set 2026 15:35 Data de Atualização: 23 set 2026 16:48
A Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica completa 117 anos nesta quarta-feira, 23 de setembro. A instituição, que em Santa Catarina foi inaugurada com o Câmpus Florianópolis em 1909 como Escola de Aprendizes Artífices, está presente atualmente em todas as regiões de Santa Catarina, com 23 câmpus e mais de 40 mil estudantes. Ao longo de mais de um século, o IFSC mudou de nome, ampliou sua atuação e passou a oferecer cursos em diferentes níveis e áreas do conhecimento. A história da instituição, no entanto, também é formada pelas experiências de estudantes, servidores e trabalhadores que constroem o cotidiano dos câmpus.
Para marcar a data, estudantes do IFSC compartilharam diferentes percepções sobre a instituição. Os relatos mostram momentos distintos: há quem esteja iniciando a formação e conhecendo as oportunidades oferecidas; quem tenha uma relação construída a partir da comunidade e do trabalho; e quem esteja concluindo o curso e olhando para a trajetória com gratidão e nostalgia.
Primeiras descobertas
Aluna da primeira fase do curso técnico em Saneamento, Clara Badell Carbonari entrou no IFSC já conhecendo algumas características da instituição. Ela tinha ouvido falar sobre a qualidade do ensino, os cursos e atividades. “Eu sabia que tinha cursos e atividades extracurriculares muito legais e que o ensino era muito bom, e que também dava muitas oportunidades”, conta. Depois do início das aulas, Clara passou a perceber o IFSC como uma comunidade formada por diferentes atividades e relações. Segundo ela, a rotina é mais exigente do que esperava, mas também contribui para o aprendizado. “É muito legal, porque tem toda uma comunidade no IFSC, tem muita atividade extracurricular de arte, de esporte, os professores. É mais difícil, é mais rígido, mas também é bom, porque força a estudar”, relata.
Também estudante da primeira fase do curso técnico em Saneamento, Carlos Renato Ferreira Neto conhecia pouco sobre o IFSC antes de ingressar na instituição. A escolha pelo curso ocorreu depois que ele descobriu as possibilidades oferecidas pelo programa Partiu IF. “Antes de começar a estudar, não conhecia muito. Comecei a estudar aqui porque achei interessante o que tinha e o que o IFSC proporcionava. E o curso de Saneamento também achei muito interessante”, afirma. A primeira impressão de Carlos foi positiva. Ele esperava encontrar uma rotina mais difícil e desgastante, mas considerou a experiência interessante e tranquila. “Eu achei que ia ser mais difícil, mais desgastante, mas achei legal, achei tranquilo”, diz.
Presença na comunidade
A relação com o IFSC também pode começar antes da entrada em um curso. É o caso de Elizandra Cristina da Silva, estudante do curso técnico em Manutenção Automotiva e trabalhadora terceirizada do Câmpus Florianópolis. Ela é moradora da região do Maciço do Morro da Cruz. Antes de trabalhar e estudar na instituição, Elizandra via o IFSC como uma escola próxima de sua comunidade. A convivência cotidiana, porém, transformou essa percepção. “Eu via uma escola normal. Nunca imaginei que eu ia estar trabalhando aqui”, lembra. Elizandra começou a trabalhar no IFSC em 2017 e passou por diferentes setores. Atualmente, na portaria, acompanha diariamente a circulação de estudantes, servidores, trabalhadores e visitantes. “Agora eu vejo que ele é tipo uma família. Ele abrange muitas pessoas, recebe pessoas, tem vários cursos, e vem pessoal da comunidade para estudar aqui também”, afirma.
Para ela, o IFSC tem uma relação direta com o território onde está inserido. A instituição oferece formação e acolhe públicos diversos, fortalecendo o vínculo com a comunidade. “Que ele continue recebendo as pessoas, gente diferente, e que essa escola técnica seja muito feliz ao longo dos anos. Que nunca se feche, porque é uma escola muito boa”, deseja.
Um ciclo que chega ao fim
Enquanto Clara e Carlos ainda estão conhecendo o IFSC, Mariana Meyer de Matos vive a etapa final da formação. Estudante da última fase do curso superior de Tecnologia em Radiologia, ela se prepara para concluir uma trajetória marcada por aulas práticas, desafios acadêmicos, amizades e experiências fora do câmpus. Entre as lembranças, Mariana destaca a participação em um programa de mobilidade internacional e os desafios relacionados ao trabalho de conclusão de curso. “A minha trajetória foi muito bem vivida, cheia de experiências marcantes. Desde as aulas práticas até os desafios agora do TCC, além da oportunidade de levar o nome da instituição para o exterior”, conta.
Ao olhar para o período como estudante, ela resume a experiência em dois sentimentos: pertencimento e evolução. “O momento mais marcante foi perceber como o IFSC nos transforma, ver a teoria na sala de aula se transformando em projetos reais, artigos, apresentações e vivências”, explica. Para Mariana, a formação ultrapassou a preparação para o mercado de trabalho. O IFSC também contribuiu para sua vida pessoal e para a construção de relações. “O IFSC não foi apenas um lugar onde eu estudei. Foi onde construí amizades, superei desafios e abri portas para o meu futuro profissional e pessoal”, afirma.
O aniversário da instituição tem um significado especial para a estudante, que vive sua despedida como aluna. “Fechar esse ciclo justamente no aniversário da instituição dá um significado ainda mais especial para essa despedida. Sinto gratidão e muita nostalgia ao olhar desde o primeiro dia e ver a evolução até hoje”, relata.
Diferentes momentos, uma mesma história
As experiências dos quatro estudantes mostram que o IFSC pode assumir significados diferentes de acordo com o momento vivido por cada pessoa. Para quem está chegando, a instituição representa descoberta, adaptação e expectativa. Para quem vive o IFSC a partir da comunidade e do trabalho, o Instituto aparece como um espaço de acolhimento e convivência. Para quem está concluindo a formação, é também um lugar de pertencimento, transformação e preparação para novos caminhos.
Ao completar 117 anos, o IFSC mantém sua missão de oferecer educação pública, gratuita e de qualidade, ampliando o acesso à formação profissional, científica e tecnológica em Santa Catarina. “Feliz aniversário. Obrigada por ter sido mais que uma instituição de ensino, por ter sido um ambiente que acolheu, desafiou e impulsionou muita gente a ir longe. Que você continue sendo essa ponte de oportunidades para muitos outros estudantes, assim como foi para mim.”, parabeniza Mariana.