SEPEI Data de Publicação: 28 ago 2026 12:36 Data de Atualização: 28 ago 2026 14:14
O Câmpus Serra Verde vive seu “despertar sustentável”, buscando transformar seu crescimento acelerado em um modelo de eficiência para todo o IFSC. Criado em 2012 com apenas dois cursos e 150 alunos, hoje a unidade tem 1,2 mil estudantes, 58 docentes, 39 técnicos-administrativos e cinco cursos. Como reduzir os gastos mensais preservando o legado histórico do câmpus? Como gerenciar energia elétrica, fornecimento de água, contratos terceirizados e materiais de almoxarifado para que se tenha uma instituição mais sustentável?
Foi essa proposta de melhorias em um câmpus fictício que a oficina Sustentabilidade em ação: oficina gamificada para construção de câmpus sustentáveis trouxe para o Sepei 2026. Ministrado pelo pró-reitor de Desenvolvimento Institucional, Diego Albino Martins, e pela coordenadora da Comissão do IFSC Sustentável, Sandra Agne, o jogo simula a gestão sustentável de um câmpus, onde os grupos atuam como um conselho de gestão.
“Partimos da premissa de que estudantes devem participar dos processos e do planejamento dos câmpus. E a sustentabilidade não é algo só de gestão. Ou todos participam, ou ela não ocorre de forma efetiva”, explicou Diego.
Segundo ele, a ideia é olhar as ações possíveis para implantar a sustentabilidade nos câmpus, trazendo 20 opções diferentes. “Para não romantizarmos a administração de um câmpus, o jogo prevê acontecimentos que podem trazer melhorias ou prejuízos”. Esses eventos são sorteados de forma aleatória e incluem lançamentos de editais de fomento à extensão, vazamento oculto na tubulação, contingenciamento de verbas, doação de empresa parceira, prêmios, greve de transporte público, entre outros.
Para administrar o Serra Verde, as equipes receberam “Eco-IFs”, a moeda criada pelo jogo e tiveram que gerir o câmpus por oito ciclos - equivalente a oito meses. Em cada um deles, as equipes implementavam melhorias relativas à sustentabilidade, pagando o custo de implementação, recebiam adesivos de progresso conforme a matriz de impacto das cartas adquiridas, aplicavam o impacto do evento do mês sorteado na roleta, pagavam o curso mensal de suas ações, recebiam o benefício gerado por elas e, por fim, faziam um replanejamento para o ciclo seguinte.
“Eu imaginei que fosse mesmo bem complicado, mas achei que a forma que foi apresentado ficou bem interessante e condiz bastante com a realidade”, comentou João Vitor Bueno Hupalo, estudante do curso técnico integrado em Edificações do Câmpus Canoinhas. Ele conta que, como gosta muito de esportes, acompanhou de perto o processo para a construção do ginásio do câmpus, cujo processo iniciou em 2021 e foi retomado este ano. “Então, eu já tinha ideia de que nem sempre as coisas podem ser resolvidas rapidamente, há vários fatores. Mas se eu pudesse dar um conselho aos outros estudantes é: participe. Cobre. Esteja ligado no teu câmpus”.
João integrou a equipe vencedora. Ao final de oito ciclo, eles obtiveram o maior número de indicadores de sustentabilidade - e ainda terminaram com Eco-IFs sobrando.
IFSC Sustentável
Sandra Agne ressaltou que o jogo reproduz em menor escala uma parte do trabalho da comissão do IFSC Sustentável, que esse ano está atualizando o Plano de Gestão de Logística Sustentável (PLS). “O desafio que propomos aqui conversa com isso, porque tem os eixos, os indicadores e trabalha a economia”.
Segundo ela, a comissão já fez o diagnóstico atual do IFSC e trabalha agora em estabelecer parâmetros, para poder ter indicadores que possam indicar metas a serem seguidas. “O PLS conversa com o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) e a Política de Sustentabilidade do IFSC. E desenvolver os indicadores, ou seja, dados que podemos medir, é fundamental para fazermos um acompanhamento”.
De acordo com Sandra, as comissões locais do IFSC Sustentável irão receber capacitação para aplicar a mesma oficina nos câmpus.