EXTENSÃO Data de Publicação: 09 jun 2026 17:14 Data de Atualização: 09 jun 2026 18:12
A roda de conversa “Diferentes mentes, mesmos direitos: entendendo o TEA na escola” trouxe para o Câmpus Araranguá um momento de conexão, aprendizado e empatia sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A atividade foi realizada no dia 30 de maio no Laboratório de Tecnologia Assistiva (Labta), dentro da programação “Dia de IFSC na Escola”.
Participaram estudantes, familiares, docentes, técnicos administrativos e comunidade externa. “Durante a atividade, ficou evidente que o vínculo afetivo é a engrenagem principal de todo esse processo. Ouvir as vivências, os desafios dos familiares e escutar as vozes dos próprios estudantes promoveu uma quebra de barreiras que nenhum livro técnico conseguiria traduzir. A confiança mútua estabelecida nesse dia reafirmou que a inclusão é uma responsabilidade compartilhada”, afirma Josiane Eugênio, professora de Educação Especial do câmpus.
Segundo Josiane, quando escola e famílias trabalham unidas contra o preconceito, constrói-se um território seguro, onde a pessoa com TEA se sente pertencente. Para ela, a escuta ativa transforma a percepção coletiva. “Ao compreenderem de perto as necessidades sensoriais e a importância da previsibilidade para os estudantes com TEA, os colegas de classe tornam-se mais empáticos, os docentes encontram novos caminhos para a mediação pedagógica e as famílias sentem-se profundamente amparadas e fortalecidas pela instituição”, afirma.
“O Câmpus Araranguá, por meio de ações como essa, reafirma que sua missão vai muito além de ensinar conteúdos: nossa missão é acolher vidas e garantir que cada estudante possa caminhar com dignidade rumo ao seu próprio sucesso. Reconhecer que temos mentes diferentes é o primeiro e mais bonito passo para garantir que tenhamos, no afeto e na lei, os mesmíssimos direitos”, finaliza a professora.