ENSINO Data de Publicação: 02 jul 2026 12:10 Data de Atualização: 02 jul 2026 12:15
No dia 25 de junho de 2026, o Câmpus Araranguá do IFSC realizou o evento "Formação em Educação Especial e Práticas Inclusivas". O encontro reuniu 100 professores das redes municipais de 10 cidades da região: Araranguá, Maracajá, Balneário Arroio do Silva, Criciúma, Içara, Grão-Pará, Sombrio, Passo de Torres, Urussanga e Torres (RS).
A programação contou com palestras voltadas à neurodiversidade, ao anticapacitismo e ao protagonismo da pessoa surda. As discussões abordaram centralmente a cultura maker e a tecnologia assistiva, destacando os Projetos Integradores (PI) do IFSC, como mola propulsora para a pesquisa e inovação na área.
Além disso, os docentes realizaram uma visitação ao Laboratório de Tecnologia Assistiva (Labta), onde conheceram de perto o potencial das impressões 3D aplicadas à inclusão escolar, entre outros recursos de acessibilidade e tecnologias assistivas disponíveis no espaço. Foi demonstrado como essas ferramentas são fundamentais para facilitar o processo de aprendizagem e minimizar as barreiras de acesso enfrentadas pelos estudantes atendidos na instituição.
Para a viabilização e o sucesso do evento, foi fundamental a parceria entre o Labta do IFSC e o Laboratório de Tecnologia Assistiva e Ergonomia (Labtae) do Colégio de Aplicação da UFSC, com a participação das palestrantes Fernanda Albertina Garcia e Simone de Mamann Ferreira. Também participaram representantes dos projetos Asesc e Atolab.
De acordo com a coordenadora do evento e professora de Educação Especial do Câmpus Araranguá, Josiane Eugênio, “a união entre essas duas instituições elevou o nível dos debates, trazendo palestras ministradas por pesquisadores de altíssimo nível curricular e com sólida atuação acadêmica e prática nesses dois espaços de pesquisa”.
Para a coordenadora, a forte adesão ao evento demonstra o compromisso coletivo com a área. "Ver esse espaço repleto de professores de tantas cidades mostra que a inclusão é uma prioridade real. Nosso objetivo foi unir a teoria à prática diária, oferecendo ferramentas para que cada profissional possa olhar o estudante de forma única”, destaca.
Ainda de acordo com a professora, o sucesso da ação gerou resultados imediatos. Após o evento, as prefeituras de Araranguá e Criciúma já solicitaram formalmente a continuidade da formação em suas redes municipais. “Esse movimento abre caminho para futuros projetos de extensão que visam descentralizar os conhecimentos do Labta, levando ferramentas de acessibilidade e tecnologias assistivas diretamente para as salas de aula locais, fortalecendo e consolidando a educação inclusiva em toda a região”, completa Josiane.