EVENTOS Data de Publicação: 07 nov 2026 18:28 Data de Atualização: 07 nov 2026 18:46
A verticalização do ensino permite aos estudantes fazer cursos de diferentes níveis dentro do IFSC e, para quem gosta de esporte, abre a possibilidade de disputar as duas etapas do JIFSC, os Jogos do Instituto Federal de Santa Catarina.
É o caso de Louise Bertipaglia de Carvalho, de 21 anos, do Câmpus São José. Depois de participar duas vezes do JIFSC etapa Cursos Integrados, para estudantes do ensino médio técnico, ela estreou em 2026 na etapa Cursos Gerais, destinada a alunos dos demais cursos do IFSC. Para ela, o ponto alto dos Jogos é a integração.
“Eu até comento que eu nem faço parte de verdade desses esportes que eu tô praticando agora na graduação. Eu era mais do atletismo [modalidade que só é disputada no Integrados]. Mas eu venho para participar por causa da experiência, para conhecer pessoas… Para mim toda essa experiência é muito legal”, destaca.
Louise já treinava fora do IFSC, na União Catarinense de Atletismo, de São José. Ela entrou no curso técnico integrado em Telecomunicações durante a pandemia e viu no esporte um motivo a mais para estudar na instituição. “Eu fiquei muito empolgada de conseguir fazer esporte aqui também, de ter isso dentro do IFSC. Poder juntar os estudos com o esporte, ter essa experiência é muito legal”, comemora. Atualmente, ela cursa a graduação em Análise e Desenvolvimento de Sistemas.
A integração no JIFSC também é um ponto destacado por Rafael Fetter, 22 anos, estudante do curso de Engenharia Mecânica do Câmpus Joinville. Depois de participar duas vezes da etapa Integrados, quando estudava no técnico em Mecânica, e já está pela terceira vez nos Cursos Gerais. “Acaba criando mais laços não só entre tu e teus colegas, mas também entre outros câmpus. Tem pessoas que eu conheci no JIFSC do técnico [Integrados] e hoje eu reconheci aqui. Então, a gente já trocou uma ideia, a gente falou como é que era naquele tempo”, conta.
Rafael Durães, de 20 anos, que fez os mesmos cursos que o seu xará e colega de câmpus, disputou uma vez o JIFSC Integrados e estreou em 2026 nos Cursos Gerais. “É uma competição muito especial pra mim. Todo mundo fica o ano inteiro esperando. É o ápice assim do ensino médio”, diz. “Com um evento desse tamanho, dessa estrutura aqui, é outra parada. É muito diferenciado, eu gosto muito”, elogia.
Diferença entre Integrados e Gerais
Para Rafael Durães, a etapa Integrados acaba envolvendo mais emoções porque os estudantes ficam mais focados no JIFSC. "O pessoal não trabalhava, não tinha tanta preocupação”, destaca.
Estudante do Câmpus Jaraguá do Sul-Centro, Ana Cecília Kopceski de Souza, tem uma visão parecida com a de Rafael sobre a diferença entre as etapas Integrados e Cursos Gerais. “Eu acho que no integrado, como a gente era mais jovem, os nervos estavam mais à flor da pele. A gente tá agora mais velho, a gente tem uma maturidade, eu acho que a gente aceita mais os nossos erros, a gente tá aprendendo mais também. A gente aceita que nem toda vez a gente vai ser perfeito, tá tudo bem, a gente dá o nosso melhor", comenta.
Ana Luísa, de 21 anos, fez o técnico integrado em Modelagem do Vestuário e agora estuda Design de Moda no Câmpus Jaraguá do Sul-Centro. Ela participou duas vezes da etapa Integrados e, em 2026, estreou na Cursos Gerais. Um dos pontos que chamou a atenção da estudante nos eventos foi perceber o tamanho do IFSC.
“Na escola ‘normal’ a gente tem os jogos escolares e tal. Só que o JIFSC é muito maior, porque, meu, é Santa Catarina inteira!”, ressalta.
Reencontro
Beatriz Freguglia, Natália Elias e Sarah Rocha foram tricampeãs da etapa Integrados do JIFSC no futsal em anos anteriores e, em 2026, voltaram a se encontrar na etapa Cursos Gerais.
O trio estuda junto no curso de qualificação profissional a distância em Matemática Básica do Câmpus Araranguá, o mesmo câmpus em que estudaram no ensino médio integrado. "A gente tá trabalhando agora e estudando à noite, daí acaba ficando difícil a gente marcar alguma coisa para se ver. Então a gente achou um jeito legal de se ver, que é com o esporte, que foi como a gente começou a nossa amizade”, diz Natália, 18 anos, que estudou no técnico integrado em Produção de Moda.
E o que é o JIFSC para Natália? “É amizade. diversão, euforia... tudo junto!", afirma.
Beatriz, Natália e Sarah jogaram três edições do JIFSC Integrados e todas estrearam em 2026 na etapa Cursos Gerais. Para Sarah, a trajetória acadêmica dela, que começou no curso técnico integrado em Vestuário, mistura-se com as oportunidades no esporte que encontrou no IFSC.
"O IFSC foi a minha casa por três anos. Foi onde a gente construiu a nossa personalidade. Se eu sou o que eu sou hoje é por causa do IFSC, é por causa do JIFSC e por causa do Mozart [servidor que treina o time de futsal feminino na etapa Integrados]. Sou muito grata por tudo o que o IFSC fez por mim. Não só pelo esporte, mas pela educação, ensino, meus professores lá, foi tudo ótimo", elogia.
Beatriz, de 20 anos, teve uma experiência anterior no JIFSC Cursos Gerais em 2023, como mesária, mas estreou como atleta neste ano. As memórias que ela tem dos três anos de curso técnico e do JIFSC Integrados são as melhores possíveis. “O JIFSC para mim foi algo muito importante, não só pela competitividade, pela diversão, mas sim pela união que o time teve. A gente construiu praticamente uma família. O IFSC para mim é questão de personalidade, questão de coletividade, de família, de diversão... Foi uma fase, três anos da minha vida que foram muito importantes”, avalia.
Natália, por sua vez, afirma que o IFSC marcou a vida dela. “O IFSC foi o que fez a minha personalidade, basicamente. Foi como eu construí quem eu sou hoje em dia. A gente acha que não vai mudar a tua vida quando tu escolhe uma escola, mas muda. Te muda, dependendo da onde tu estudas, claro, com as pessoas que tu conheces, e eu sou muito grata [ao IFSC]”, declara.
Esporte e estudos
Os participantes do JIFSC são chamados de estudantes-atletas não à toa: eles conciliam a vida acadêmica com os treinos para participar do evento. E, segundo eles, esporte e educação têm tudo a ver.
Para Louis Bertipaglia, do Câmpus São José, o esporte ensina sobre dedicação, colaboração, respeito a próximo e trabalho em grupo. “Quem pratica esporte sabe disso. Ensina muitas coisas, muitos valores vêm direto do esporte”, diz.
Rafael Fetter, do Câmpus Joinville, destaca disciplina e concentração como coisas que o esporte ensina. No caso dele, a prática esportiva também serviu de motivação para estudar. “Eu gostava muito de ir para o IFSC porque eu gostava de jogar, de fazer os treinos e, consequentemente, eu tava ali, eu tava estudando”, lembra.
Rafael Durães, também do Câmpus Joinville, destaca um ponto importante: para participar do JIFSC tem que ir bem nos estudos. “Ali no integrado eu estudava bastante pra poder estar aqui, porque quem não tivesse nota boa não podia vir”, recorda.
Ana Cecília, do Câmpus Jaraguá do Sul-Centro, avalia que o esporte traz benefícios para saúde mental também. “Quando a gente tá jogando esporte, a gente gasta muita energia, a gente tem muita serotonina, a gente fica mais feliz... Já tem estudos, né, que comprovam que ajuda na depressão e tudo mais”, aponta. Concentração e disciplina são importantes tanto nas quadras e pistas como na sala de aula, na visão da estudante.