Oficina ensina estudantes a desenvolver jogos educativos

SEPEI Data de Publicação: 28 ago 2026 15:26 Data de Atualização: 28 ago 2026 17:36

A “gamificação” como ferramenta de aprendizado foi tema de uma oficina realizada no Seminário de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação do IFSC (Sepei), que ocorre no Câmpus Caçador. Na oficina “Game jam analógica: convivência em jogo”, estudantes criaram jogos analógicos para aprender e ensinar sobre o Código de Convivência Discente do IFSC (CCD).

Ministrantes da oficina, os professores Bruna Crescêncio Neves (Câmpus Palhoça Bilíngue) e Edinilson da Silva Vida (Câmpus Lages), além da pedagoga Gleice Assunção da Silva (lotada no Câmpus Lages, mas atualmente em cargo de assessoria na Reitoria), fizeram uma breve apresentação do código para os estudantes. Em vigor há pouco mais de um ano (desde 1º de agosto de 2025), o regulamento foi criado para unificar diretrizes e fortalecer o caráter pedagógico na gestão das relações estudantis em todos os câmpus.

O CCD define direitos e deveres dos estudantes, estabelece condutas inadequadas, propõe medidas educativas, complementares e disciplinares, e cria um instrumento único de referência para todos os câmpus. A normativa abrange todos os espaços acadêmicos – físicos ou virtuais – nos quais os estudantes estão sob responsabilidade do IFSC e se aplica a alunos matriculados, incluindo aqueles com matrícula especial, trancada, intercambistas e estagiários.  

Os servidores também explicaram sobre as principais técnicas usadas na construção dos jogos e o que é a gamificação (uso das estratégias dos jogos em outras atividades, como o ensino). “Essas técnicas acabam trazendo engajamento nas atividades que são realizadas, fazendo com que os alunos se sintam motivados a realizar as atividades propostas. São técnicas que envolvem, por exemplo, motivação, medalhas, ranqueamentos, e isso pode favorecer e prender os alunos nesse processo de ensino-aprendizagem”, explica o professor Edinilson Vida, que usa a gamificação em aulas do curso de Ciência da Computação.

Os participantes foram divididos em duas equipes e tiveram que desenvolver jogos analógicos a partir de instruções e itens fornecidos a eles. Depois, cada grupo testou o jogo da outra equipe. 

A ideia dos servidores é continuar o trabalho no ambiente virtual Moodle, com a disponibilização de um curso sobre desenvolvimento de jogos para a educação e a criação de um fórum de discussão sobre o tema. Já no Câmpus Lages, um projeto de pesquisa coordenado por Edinilson e Gleice que começa em setembro vai tratar do desenvolvimento de jogos analógico e online para divulgação do Código de Convivência Discente.

SEPEI