Câmpus Florianópolis recebe 3ª edição do Torneio de Robótica Pode Crer

EVENTOS Data de Publicação: 16 jul 2026 16:37 Data de Atualização: 16 jul 2026 18:34

O Câmpus Florianópolis sediou na última quarta-feira (15) a terceira edição do Torneio de Robótica Pode Crer. O evento, realizado no ginásio da instituição, reuniu cerca de 160 crianças e adolescentes vinculados ao Programa Pode Crer, uma iniciativa do Instituto Padre Vilson Groh (IVG). Além de promover o conhecimento tecnológico, o torneio também tem o papel de aproximar os jovens da rede pública de ensino federal.

A temática escolhida para esta edição, intitulada "Horizon", buscou dar protagonismo às mulheres na ciência e na tecnologia. As 26 equipes participantes foram desafiadas não apenas na arena dos robôs, mas também no desenvolvimento de projetos de inovação focados em figuras femininas que fizeram a diferença no mundo. "A nossa ideia é justamente mudar as temáticas, como esse ano a gente deu visibilidade para mulheres na ciência, pensando justamente esse apagamento histórico que tantas de nós sofremos ao longo do tempo," explica Mel Silvestre, coordenadora pedagógica do Pode Crer.

O impacto dessa reflexão foi sentido pelos participantes. Yasmim Machado, de 13 anos, aluna da Escola de Ensino Fundamental Osmar Antônio Vieira e estreante no torneio, destacou a importância de conhecer histórias como a da cientista pesquisada por sua equipe, que atuou em um hospital psiquiátrico. "Normalmente a gente dá mais lugar de voz para os homens cientistas, tipo o Albert Einstein. Foi bem legal saber que muitas mulheres também contribuíram e quando a gente vai se aprofundando é muito legal," relata a estudante.

Para muitos jovens, o torneio representa o primeiro contato com o ambiente do IFSC. Segundo Mel Silvestre, a visita ao câmpus exercita o senso de pertencimento e abre portas para planos futuros. "O IFSC até então não era uma realidade para eles. Então eles começam a se interessar em como fazer parte aqui do espaço, como entrar no ensino médio integrado, vão se informando sobre as provas," afirma a coordenadora, lembrando que a parceria entre as instituições é muito aguardada pelos alunos ao longo do ano.

Esse papel de anfitrião é assumido com responsabilidade pelos alunos do IFSC que organizam o evento. Melissa Freiberger da Silva, aluna do curso Técnico em Edificações Integrado e coordenadora do torneio pela equipe de robótica, ressalta a importância de mostrar que o espaço acadêmico é acessível. "A gente vê alunos que um dia não viram absolutamente nada, que viviam num espaço tão pequeno e a gente vai mostrando que dá para fazer, que a gente pode ser uma ferramenta crucial para eles conseguirem alcançar isso," avalia Melissa. Yasmim, que pensa em estudar Fotografia no futuro, confirmou a boa impressão: "A escola é muito grande e é bem fácil de se perder, é bem legal isso. E pelos cartazes, eles acolhem bem todos os tipos de pessoas", completa.

Desafios e Crescimento Pessoal

A organização do evento, que envolve participantes de 11 a 17 anos com diferentes níveis de escolaridade, impõe desafios tanto para os competidores quanto para os organizadores. Para Melissa, que já havia participado como competidora e agora atuou como mentora, a experiência traz um grande amadurecimento. "A gente tem um crescimento muito grande, porque a gente tem contato com muitas instituições diferentes, tem reuniões, então o fato de você já ter essa carga te traz uma maturidade muito grande que, além do IFSC, é extremamente importante," reflete a aluna.

Apesar do cansaço após um dia inteiro de atividades, o sentimento que prevalece é de realização. "O que fica de resultado do dia de hoje é muita felicidade, muito cansaço também, mas com querer fazer mais disso daí, porque é disso que a gente faz aqui nesse campus," conclui Melissa, destacando o orgulho de pertencer a uma rede federal pública e promover a educação.

 

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