Duplas de gêmeas representam Câmpus Canoinhas nas disputas de vôlei de praia e atletismo

JIFSC Data de Publicação: 10 jun 2026 15:01 Data de Atualização: 10 jun 2026 16:28

No mesmo compasso, duas duplas de irmãs gêmeas do Câmpus Canoinhas cruzam quadras e pistas nos Jogos do Instituto Federal de Santa Catarina (JIFSC). Enquanto uma parceria divide a areia e a sintonia no vôlei de praia, a outra transforma a afinidade em desempenho nas provas de atletismo – histórias paralelas que se encontram na competição e revelam como o vínculo fora das disputas também pode contribuir para o esporte.

As irmãs Monique e Nicole Ruthes de Lima, de 17 anos, estudantes do curso técnico integrado em Alimentos, começaram no vôlei de praia há menos de um ano. A escolha pela modalidade teve influência direta da rotina: moradoras de Major Vieira, elas conciliam deslocamentos e horários para conseguir treinar na Arena Máfia, em Canoinhas. A logística acabou sendo decisiva. "O treino disponível no horário que conseguíamos frequentar era de vôlei de praia, então acabamos escolhendo. E gostamos", explica Nicole. 

Desde então, a dupla vem construindo entrosamento dentro e fora das areias. Na estreia delas no JIFSC, na manhã desta terça-feira, 10 de junho, no Complexo Esportivo Bernardo Werner, em Blumenau, as irmãs venceram as adversárias do Câmpus Gaspar por 18 a 8. O resultado reforça a evolução da parceria, que já havia conquistado o segundo lugar na última edição dos Jogos Escolares de Santa Catarina (Jesc).

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Para elas, o fato de serem gêmeas traz vantagens e desafios. "Ajuda porque temos mais sintonia, mas a intimidade também atrapalha às vezes, porque a gente acaba brigando mais", admitem, entre risos. Apesar disso, diz Monique, o equilíbrio vem sendo construído com o tempo. "Estamos aprendendo a lidar melhor".

A participação no JIFSC também tem um significado especial. "A edição de 2025 foi um incentivo para começarmos a treinar. Estar aqui agora é muito legal", afirma Monique. No entanto, a rotina intensa de estudos, com aulas praticamente em período integral, tem dificultado a constância nos treinos semanais.

Mesmo com a vocação pelo vôlei, o futuro ainda está em aberto. "A gente gosta muito do esporte, mas sabe que exige muita dedicação para seguir profissionalmente. Também estamos gostando bastante do curso, especialmente os conteúdos relacionados à química, que é a parte prática", diz Nicole. 

Elas ainda sonham com um título da modalidade, mas garantem que o foco agora é outro: "Começamos a perceber que o esporte também deve ser encarado como diversão. Não importa ganhar ou perder, o importante é dar o seu melhor. Já será uma grande experiência descobrir onde nosso potencial pode nos levar". 

Irmandade nas pistas

Outra dupla que compartilha o DNA e também a rotina de treinos são as gêmeas Agatha e Tavine Perciak, de 15 anos, estudantes do curso técnico integrado em Informática, que encontraram no atletismo uma oportunidade recente. O interesse pela modalidade nasceu no início de 2025 e rapidamente se transformou em prática constante. “Quando surgiu a oportunidade de participar da equipe do câmpus, aproveitamos”, conta Tavine. 

Nesta 13ª edição dos Jogos, elas competiram nas finais por tempo nas provas de 800 e 1500 metros, realizadas em Itajaí, na Pista Ivan Cardoso. Na manhã desta terça-feira, na disputa dos 1500 metros, Agatha ficou em 7º lugar e Tavine em 11º, entre 16 atletas. Já na final dos 800 metros, à tarde, com 20 competidoras, Agatha ficou na 10ª colocação e Tavine, na 13ª.

Mais do que as posições nos rankings, o que motiva as irmãs é o processo. "A essência do atletismo, na nossa perspectiva, é a capacidade de desenvolver e aprimorar cada vez mais a corrida e a prática de superar os nossos próprios limites físicos e psicológicos, principalmente por serem provas de longas distâncias", explica Tavine. Mesmo competindo lado a lado, elas não veem a disputa como rivalidade. "Nas provas, querendo ou não, somos concorrentes, mas nunca vimos isso como algo negativo. Sempre procuramos, sim, apoiar uma a outra e, acima de tudo, fazendo jus à nossa irmandade", diz.

Essa parceria continua depois da linha de chegada. As irmãs analisam as provas, discutem desempenho e ajustam treinos para evoluírem juntas. Elas destacam o apoio do treinador Saulo Testa e dos colegas de equipe, mas consideram a disciplina um dos principais desafios, sobretudo diante das exigências da rotina escolar. "É desafiador conciliar tudo, porém, buscamos treinar regularmente com os outros atletas do nosso câmpus, além de encaixar treinos extras nas nossas horas vagas", avalia Agatha. 

Fora das pistas, as diferenças de personalidade contrastam com a sintonia construída ao longo dos anos. "Somos bem opostas, mas pensamos muito parecido. Até brincamos que dividimos os mesmos neurônios", comenta Agatha. Para ela, o valor do esporte sobrepõe o resultado de uma competição. "O atletismo nos mostra o quanto podemos ir além daquilo que achamos que somos capazes. Também nos mostrou  o quanto é importante ter pessoas que nos apoiam e estão ao nosso lado. Foi o atletismo que nos permitiu conhecer pessoas muito especiais", completa.

JIFSC vai até esta quinta-feira

Com cerca de 1,2 mil participantes, o JIFSC reúne delegações de 18 câmpus. Estão presentes delegações dos câmpus de Araranguá, Caçador, Canoinhas, Chapecó, Criciúma, Florianópolis, Gaspar, Garopaba, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joinville, Palhoça, São Carlos, São José, São Lourenço do Oeste, São Miguel do Oeste, Tubarão e Xanxerê. Ao todo, serão mais de 250 disputas, distribuídas em oito modalidades esportivas: atletismo, basquete, futsal, handebol, tênis de mesa, vôlei de praia, vôlei de quadra e xadrez. 

Com encerramento nesta quinta-feira, 11 de junho, o JIFSC 2026 - Etapa Cursos Integrados conta com o apoio da Prefeitura de Blumenau, do Blumenau Convention Bureau, da Celigar Celulares, da Auditar Contabilidade Consultiva S/S, da Jenifer Spader Personal trainer, Semasa Cia de Águas de Itajai e da Amaze Travel.

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