ENSINO Data de Publicação: 29 mai 2026 14:53 Data de Atualização: 29 mai 2026 14:57
Os estudantes da quinta fase do técnico em Química Carlos Wieczorek, Isadora Souza, Isadora Bonelli e Júlia Berleze foram finalistas e um dos destaques da Olimpíada Científica de Integração Nacional (Ocina), realizada de 6 a 8 de maio, pelo Grupo de Popularização da Ciência do Sertão Sergipano e pela Universidade Federal de Sergipe/Campus do Sertão com apoio do CNPq, da Capes, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e do Ministério da Educação. Nessa competição, cada equipe precisava pensar em um problema do seu território e criar uma solução inovadora e, ao mesmo tempo, aplicável. O grupo pesquisou árvores nativas da mata atlântica e verificou que a árvores guanandi (Calophyllum brasiliense) eram capazes de reter uma grande quantidade de água e contribuir para a redução dos impactos. “Nossa ideia consistia em plantar a árvore guanandi em áreas de risco de alagamento e deslizamento, ela foi a ideia escolhida porque é relativamente fácil de ser aplicada, é uma árvore preparada para reter grandes quantidades de água e que é capaz de auxiliar na preservação do ecossistema, já que é uma árvore nativa da mata atlântica”, explica o estudante Carlos Wieczorek.
A primeira ideia do grupo foi pensar em viveiros para o cultivo da planta para reduzir os custos do projeto. “Eu conhecia pouco sobre o potencial da guanandi e foi a partir da olimpíada que aprofundei os estudos sobre. Essa é uma árvores que encontramos em todo Brasil e é uma espécie nativa que se adapta muito bem ao clima da região. Em um primeiro momento o projeto foi feito para Ocina, mas sempre foi considerada a possibilidade de dar continuidade”, afirma a estudante Isadora Souza.
Todas as etapas da olimpíada foram realizadas de forma on-line por meio de lives no Youtube e grupos no Whatsapp para tirar dúvidas. Durante todo o processo, eles contaram com a supervisão do professor orientador Daniel Monteiro para fazer apresentações da proposta, uma maquete e um vídeo. “A participação e o envolvimento dos estudantes em olimpíadas científicas é sempre muito positivo e deve ser incentivado. Esses eventos estimulam a criatividade e o trabalho em equipe, além de incentivar os alunos para a vida acadêmica. Vale ressaltar que o projeto foi ideia e realização do grupo de estudantes. Eu apenas os ajudei a refinar e organizar, trazendo uma linguagem científica e técnica, sem tirar o protagonismo e a criatividade da equipe. O grande diferencial do trabalho foi unir uma problemática muito presente na realidade do Vale do Itajaí com uma solução simples, sustentável e conectada com a natureza. Além disso, o projeto surgiu da vivência e da percepção dos próprios estudantes sobre os impactos das enchentes na região. Como a proposta é de longo prazo, creio que o projeto pode servir como um ponto de partida para futuras ações de educação ambiental.”