EVENTOS Data de Publicação: 14 out 2026 12:58 Data de Atualização: 14 out 2026 13:12
A relação entre o ecossistema marinho e as mudanças climáticas, além de pesquisas de ponta para o monitoramento de gases de efeito estufa no Brasil, foram alguns dos destaques da 10ª Jornada em Clima e Ambiente do IFSC. O evento foi realizado em 9 de outubro pelo mestrado em Clima e Ambiente no auditório do Câmpus Florianópolis, com transmissão pelo canal do câmpus no YouTube.
Estudantes, pesquisadores e a comunidade para celebrar os 10 anos de criação da primeira turma do curso de Mestrado Profissional em Clima e Ambiente.
A programação teve palestras de especialistas convidados e apresentação dos trabalhos desenvolvidos pelos alunos do curso. Na abertura, pela manhã, o coordenador do mestrado, Thiago Pereira Alves, ressaltou a importância da abordagem multidisciplinar do curso — que reúne professores de áreas como Biologia, Engenharia e Geociências — para enfrentar os desafios ambientais.
Ainda pela manhã, a professora Marinez Eymael Garcia Scherer, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), ministrou a palestra "O oceano e o clima". Ela atuou como enviada especial (pessoa que apoiou no engajamento e na escuta de setores e regiões prioritárias) para o oceano na COP 30, a conferência das Nações Unidas para o clima, realizada em 2025 em Belém, no Pará.
Marinez explicou que o oceano absorve 90% do excesso de calor do planeta e cerca de 25% do gás carbônico emitido, além de gerar metade do oxigênio que respiramos. A palestrante alertou sobre as pressões climáticas e humanas enfrentadas pelos ecossistemas marinhos, destacando a urgência da conscientização e de ações globais. "Se a gente não tiver um oceano saudável, a gente não vai ter uma boa vida na Terra", afirmou.
Amazônia, Cerrado e Pantanal
À tarde, o pesquisador Dirceu Luís Herdies, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), apresentou os bastidores da campanha científica internacional "CoMet 3", que utilizou aeronaves equipadas com sensores de alta precisão para medir as concentrações de metano e dióxido de carbono sobre a Amazônia, o Cerrado e o Pantanal.
A iniciativa financiada pela Alemanha teve a participação direta de professores e estudantes do IFSC na elaboração de previsões meteorológicas para os voos. O pesquisador enfatizou a relevância dessas medições diretas para validar os dados obtidos por satélites e aprimorar os modelos de previsão climática. "Dados são fundamentais. Sem dados, a gente vai errar sempre", enfatizou.
Após a palestra da tarde, os participantes acompanharam uma sessão de pôsteres no hall de entrada do câmpus. Na exposição, os mestrandos apresentaram os resultados parciais e finais de suas dissertações.